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Imersão terapêutica combate esgotamento mental feminino

Com base em dados globais de saúde, o projeto Mulheres em Faces realiza nova edição em maio, integrando natureza, corpo e ciência como ferramentas de prevenção do adoecimento.

Publicado em 20/04/2026 12:09
Imersão terapêutica combate esgotamento mental feminino -  (crédito: DINO)
Imersão terapêutica combate esgotamento mental feminino - (crédito: DINO)

 A saúde mental feminina tem se consolidado como uma das principais preocupações globais da atualidade. De acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas vivem com algum transtorno mental. As mulheres são desproporcionalmente afetadas, apresentando quase o dobro de risco ao longo da vida para o desenvolvimento de quadros de ansiedade e depressão.

Na América Latina, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) reforça que a depressão é significativamente mais comum entre o público feminino. O cenário de sobrecarga é corroborado por levantamentos do McKinsey Health Institute, que destacam níveis elevados de esgotamento emocional (burnout) em mulheres, condição frequentemente associada à tentativa de sustentar múltiplos papéis sociais sob constante exigência.

É para atender a essa urgência clínica que a psicóloga Luciana Zanon da Silva, com mais de 20 anos de atuação focada no universo feminino, conduzirá a próxima edição da Imersão Mulheres em Faces (MeF), entre os dias 22 e 24 de maio de 2026, em Ribeirão Pires (SP). Criado há mais de uma década e com edições realizadas no Brasil, na Suíça e em Portugal, o projeto propõe um espaço de pausa profunda e reconexão emocional.

Círculos de mulheres e saúde psíquica

A metodologia do encontro baseia-se na formação de espaços seguros de escuta, sem julgamento. Segundo a teoria defendida pela psiquiatra e autora Jean Shinoda Bolen em sua obra O Milinésimo Circulo esses encontros favorecem o senso de pertencimento, validam experiências internas e constroem apoio coletivo.

“Na prática, ao compartilhar vivências, as mulheres deixam de se perceber como casos isolados e passam a se reconhecer em um campo comum. Isso reduz o sofrimento psíquico e amplia a consciência”, analisa Luciana Zanon.

Natureza e corpo como ferramentas de regulação

Entre as práticas utilizadas na imersão, destaca-se o banho de floresta (Shinrin-yoku). Um estudo publicado no periódico científico MDPI comprova os benefícios da imersão em ambientes florestais na redução do estresse e na regulação emocional.

“Nos demos conta de que o autoconhecimento não é um esforço, é um retorno. A experiência na natureza permite reorganizar a escuta interna. É voltar para casa depois de anos viajando dentro da própria história”, detalha a idealizadora do projeto.

A condução integra abordagens terapêuticas voltadas à identificação de padrões inconscientes, incluindo dinâmicas de dessensibilização biográfica, arteterapia e conscientização corporal. Outro pilar é a técnica do Tantra para Mulheres, focada na integração corpo-consciência. Esse tipo de pesquisa sobre práticas focadas no corpo e na consciência indica resultados positivos diretos na autorregulação e na resiliência mental.

Sobre a especialista Luciana Zanon

Luciana Zanon da Silva é psicóloga, psicoterapeuta e palestrante, atuando há mais de 20 anos no desenvolvimento emocional feminino. Possui formação em Comunicação Não Violenta (CNV), Biografia Humana e Tantra para Mulheres, integrando abordagens clínicas e corporais. É idealizadora do projeto Mulheres em Faces, conduzindo experiências terapêuticas no Brasil e na Europa.

Serviço:

Evento: Imersão Mulheres em Faces (MeF)

Data: 22 a 24 de maio de 2026

Local: Ribeirão Pires (SP) - Pousada Luce di Fiore

Informações e Inscrições: WhatsApp (11) 98555-5234 ou via Instagram @mulheresemfaces

 



Website: https://www.instagram.com/mulheresemfaces/

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