
A neurocirurgia tem avançado com a incorporação de tecnologias de imagem, sistemas de navegação e recursos de visualização em tempo real para auxiliar o cirurgião durante os procedimentos, conforme divulgado pela Veja Saúde. Essas ferramentas permitem projetar informações virtuais diretamente sobre a visualização do campo operatório, o que contribui para decisões mais precisas durante a cirurgia.
A adoção de inteligência artificial (IA), robótica e abordagens minimamente invasivas tem ampliado as possibilidades no tratamento de patologias complexas do sistema nervoso central e periférico, conforme destaca o artigo “Avanços em inteligência artificial, robótica e realidade virtual aumentada em neurocirurgia”, publicado na revista BioSCIENCE. Entre os recursos utilizados, a neurocirurgia endoscópica e a guiada por imagem ampliam o acesso a lesões profundas com mínima agressão tecidual.
O Dr. Cesar Casarolli, médico e neurocirurgião com atuação em São Paulo e Rio de Janeiro, avalia que a evolução da cirurgia da coluna nos últimos anos é resultado do avanço tecnológico, que contribui para tornar as cirurgias mais seguras e precisas por meio de equipamentos modernos de imagem.
“Hoje conseguimos procedimentos mais precisos, menos invasivos e com melhores resultados funcionais para o paciente. Os equipamentos modernos permitem um planejamento cirúrgico mais detalhado e uma execução mais segura. Isso aumenta a precisão durante o procedimento e reduz significativamente os riscos”, afirma o médico.
Cirurgia minimamente invasiva da coluna
A cirurgia minimamente invasiva da coluna utiliza pequenas incisões e dilatadores progressivos para reduzir a agressão a músculos, ligamentos e outros tecidos ao redor da coluna, em comparação às técnicas convencionais, segundo estudo publicado na Revista Brasileira de Medicina do Trabalho. A técnica está associada à menor dor no pós-operatório imediato e recuperação funcional mais rápida.
De acordo com o Dr. Cesar Casarolli, as técnicas minimamente invasivas têm ganhado destaque, especialmente por seus efeitos para o paciente. “O paciente pode ter um retorno precoce às suas atividades, já que os avanços tecnológicos tornam a recuperação mais rápida e segura, com menos complicações e melhor controle da dor, além de resultados mais previsíveis”.
A dor lombar representa um dos principais problemas de saúde no mundo. Em 2020, foram registrados mais de meio bilhão de casos prevalentes globalmente, condição responsável por 7,7% de todos os anos vividos com incapacidade, configurando a maior contribuição para o impacto global da incapacidade, segundo artigo publicado na revista científica The Lancet Rheumatology.
A publicação também projeta um aumento de 36,4% no número total de casos até 2050. No Brasil, a lombalgia está associada, em média, a 100 dias de afastamento do trabalho por pessoa ao ano, com perdas de produtividade que representam 79% do custo estimado de US$ 2,2 bilhões relacionado à condição.
O Dr. Cesar Casarolli explica que, antes de definir o tipo de tratamento — convencional ou minimamente invasivo —, é imprescindível que o paciente passe por uma avaliação individualizada.
“Cada paciente tem uma condição específica, e é essa análise que garante a escolha do melhor tratamento, equilibrando segurança, eficácia e qualidade de vida. A tendência é que os tratamentos sejam cada vez mais personalizados, evoluindo com uso de tecnologia avançada, cirurgias menos invasivas e resultados mais rápidos e duradouros”, salienta o especialista.
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