
A busca dos consumidores por crédito permanece alta, com um crescimento de 15,7% no acumulado dos últimos 12 meses até janeiro de 2026, segundo a Serasa Experian. Enquanto isso, outro levantamento, realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, aponta que 50% dos entrevistados sofreram alguma fraude ou tentativa de fraude em instituições financeiras em 2025, o equivalente a aproximadamente 18,8 milhões de consumidores.
“Neste cenário, destaca-se a importância da cautela na hora de se contratar um empréstimo pessoal, tomando cuidado com tentativas de fraude”, afirma Murilo Menezes, gerente-geral da fintech de crédito Juvo. Abaixo ele lista alguns cuidados com a segurança digital ao solicitar crédito:
Credibilidade da instituição
Antes de fechar contrato, é importante pesquisar o nome da empresa, o CNPJ, checar canais oficiais, avaliações de clientes e informações sobre sua atuação. Também é recomendável confirmar se a empresa atua como instituição financeira autorizada ou como correspondente bancário de uma instituição regulamentada.
Cobrança antecipada
Entre os principais sinais de alerta está a solicitação de depósito, Pix ou qualquer pagamento antes da liberação do crédito. Segundo a pesquisa da CNDL/SPC Brasil, o principal tipo de golpe relatado foi o pagamento adiantado de um benefício ou bem que nunca foi recebido. “Instituições sérias não condicionam a liberação do empréstimo a pagamentos antecipados. O consumidor deve desconfiar de qualquer oferta que peça uma transferência antes do dinheiro cair na conta”, orienta Murilo.
Boletos falsos
Além de se atentar à origem do boleto, se ele vem mesmo de um canal oficial, ao pagar um empréstimo com boleto é necessário checar se todos os dados estão corretos, principalmente o beneficiário. É importante verificar se o nome da empresa que aparece no boleto é exatamente o esperado e checar se o boleto de uma empresa conhecida direciona para outro nome. Antes de concluir o pagamento, confira novamente beneficiário, CNPJ/CPF, banco e valor. A tela final do app é uma das etapas mais importantes.
Falta de exigência de documentação ou informações sobre garantia
Qualquer instituição séria irá exigir uma documentação básica, como documento de identidade ou informações sobre bens de garantia, para analisar seu perfil de crédito. É importante desconfiar de empresas que não solicitam nada.
Proteção de dados pessoais
Documentos, senhas, códigos de autenticação e informações bancárias devem ser compartilhados apenas em ambientes seguros e canais oficiais. O consumidor deve evitar enviar dados sensíveis por aplicativos de mensagem ou links recebidos de contatos desconhecidos. “A contratação deve ser feita sempre por canais oficiais. Links recebidos por mensagens, perfis não verificados e abordagens com senso de urgência exigem cuidado redobrado”, explica o executivo.
Solicitação de senhas de banco ou celular
Empresas de crédito sérias nunca pedem senhas bancárias ou outras informações confidenciais. Esses dados nunca devem ser fornecidos para ninguém.
Avaliação do contrato
Depois de todos os cuidados, é importante ler o contrato do empréstimo. Ele deve ser claro e transparente, com todas as condições bem explicadas, como taxas de juros, prazos e possíveis custos adicionais. Certifique-se de que tudo está especificado antes de assinar.
Com o avanço da tecnologia, o acesso ao crédito tem se ampliado no país, inclusive para públicos que historicamente enfrentam dificuldades na aprovação de empréstimos. “Novos modelos de análise, apoiados por dados e inteligência artificial, contribuem para tornar a concessão mais inclusiva e alinhada ao perfil de cada pessoa. Mas a decisão de contratação de um empréstimo precisa envolver pesquisa e atenção com a segurança digital”, finaliza Murilo.
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