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Reforma Tributária: desafio é manter dados confiáveis no ERP

A Reforma Tributária do Consumo avançou para a fase de implementação em 2026, com cronograma definido pelo Ato Conjunto RFB/CGIBS nº?4 para emissão de documentos eletrônicos como NF?e, NFC?e e CT?e. A medida inclui flexibilização temporária de validações e gera demandas de revisão de cadastros, parametrizações fiscais e integração de sistemas ERP, enquanto 41% das empresas pesquisadas ainda manifestam dúvidas sobre a migração para os modelos

Publicado em 27/08/2026 10:29
Reforma Tributária: desafio é manter dados confiáveis no ERP -  (crédito: DINO)
Reforma Tributária: desafio é manter dados confiáveis no ERP - (crédito: DINO)

A Reforma Tributária do Consumo entrou em nova fase de implementação em 2026, após a publicação do Ato Conjunto RFB/CGIBS nº?4, no final de julho, no Portal da Nota Fiscal Eletrônica. O ato estabeleceu calendário para obrigatoriedade de emissão de documentos fiscais eletrônicos vinculados ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Para NF?e e NFC?e, a exigência começou em 3 de agosto de 2026; outras modalidades seguirão datas específicas, e os contribuintes optantes pelo Simples Nacional terão início em 1º de janeiro de 2027.

Paralelamente, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS anunciaram flexibilização nas regras de validação de documentos como NF?e, NFC?e e CT?e, permitindo que sejam aceitos mesmo sem os campos referentes ao IBS e à CBS durante o período de adequação. Essa medida visa reduzir rejeições e facilitar a transição.

A mudança vai além da atualização de softwares de gestão. Empresas precisam revisar cadastros, ajustar parametrizações fiscais, garantir a integração entre sistemas internos e adaptar rotinas operacionais para conviver com o modelo tributário atual e o novo regime.

Um levantamento realizado pela NTT DATA, citado pelo Portal Contábeis, entrevistou mais de mil organizações em 20 estados. O estudo apontou que 41?% das empresas ainda têm dúvidas sobre a migração para o modelo baseado em IBS e CBS, destacando preocupações com alterações nos processos internos, risco de erros de apuração e desafios de integração com sistemas existentes.

"A Reforma Tributária não se resolve apenas com a interpretação da legislação. Ela exige que as empresas revisem seus cadastros, integrem informações e preparem seus sistemas para transformar as novas regras em dados confiáveis", afirmou Glauber Silva, arquiteto de soluções da Upper. "É essa capacidade de organização que permitirá antecipar impactos sobre preços, créditos e fluxo de caixa, reduzindo riscos durante a transição."

No contexto da adaptação tecnológica, soluções de gestão integrada ganham destaque. Segundo a SAP, o SAP Business One consolida informações de contabilidade, finanças, compras, estoque, vendas, relacionamento com clientes, relatórios e análises em uma única plataforma, facilitando a organização e a disponibilização de dados para fins fiscais e gerenciais.

A Upper atua como parceira na comercialização, consultoria e implementação do SAP Business One, oferecendo serviços que incluem atualização tecnológica, revisão de processos e adequações específicas para cada operação durante a transição tributária. Esses trabalhos visam garantir que as empresas mantenham a conformidade fiscal e a confiabilidade dos dados enquanto adotam as novas regras.

Especialistas apontam que a capacidade de integrar informações de diferentes áreas e gerar relatórios consistentes será decisiva para que as organizações consigam monitorar impactos sobre margens, preços e fluxo de caixa ao longo do período de transição. A adoção de práticas de governança de dados e a revisão de processos internos são recomendadas como medidas preventivas para minimizar riscos operacionais e financeiros.



Website: https://uppertools.com.br

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