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Golpes com falsos entregadores deixam condomínios em alerta

O aumento das entregas em condomínios também intensifica a preocupação com golpes de falsos entregadores, que usam encomendas como pretexto para acessar áreas restritas. Além de protocolos de verificação, armários inteligentes ajudam a reduzir riscos ao permitir que encomendas sejam depositadas em compartimentos seguros, sem que o entregador circule pelo condomínio ou tenha contato direto com moradores.

Publicado em 28/09/2026 12:30
Golpes com falsos entregadores deixam condomínios em alerta -  (crédito: DINO)
Golpes com falsos entregadores deixam condomínios em alerta - (crédito: DINO)

A rotina das portarias mudou junto com os hábitos de consumo. Encomendas chegam a todo momento aos condomínios, transformando o recebimento de mercadorias numa das atividades mais frequentes desses espaços. Esse aumento da movimentação amplia os desafios de controle de acesso.

Entre as situações conhecidas no ambiente condominial está a abordagem de golpistas que se apresentam como entregadores e utilizam uma suposta encomenda como justificativa para tentar se aproximar da portaria ou obter acesso a áreas restritas. O risco, nesses casos, é que a entrega seja utilizada como pretexto para criar uma situação aparentemente rotineira e levar a equipe da portaria a flexibilizar procedimentos de identificação e autorização.

A tentativa de convencimento pode assumir diferentes formas. Alegações de urgência, dificuldade de contato com o destinatário ou pedidos para confirmação de informações são exemplos de situações que exigem atenção. Quanto maior o movimento na portaria, maior também a necessidade de procedimentos que reduzam decisões improvisadas.

A identificação do entregador e a confirmação da entrega continuam sendo medidas importantes, mas sua eficiência depende da existência de regras claras e conhecidas pela equipe. Nos horários de maior concentração de entregas, a quantidade de pessoas, volumes e solicitações simultâneas pode tornar a operação mais complexa.

Entre as medidas adotadas para reduzir esse risco está a definição de áreas específicas para entregas, evitando o acesso livre às dependências internas do empreendimento. Também é importante que liberações não ocorram apenas com base em informações fornecidas pelo próprio visitante.

O desafio, entretanto, não se resume à atenção dos profissionais da portaria. Processos muito dependentes de decisões tomadas em tempo real tendem a ficar mais expostos a falhas em momentos de pressão ou grande movimento. A adoção de procedimentos padronizados, barreiras físicas e recursos tecnológicos pode reduzir parte dessa exposição.

Tecnologia pode reduzir interações no recebimento

Entre as soluções utilizadas para organizar o recebimento de encomendas estão os armários inteligentes, equipamentos formados por compartimentos com abertura controlada eletronicamente e integrados a sistemas de gestão.

A proposta é permitir que, conforme a configuração adotada pelo condomínio, a entrega seja realizada sem interação direta com a portaria, separando o momento em que a encomenda chega daquele em que o destinatário realiza a retirada. O volume é armazenado em um compartimento, a operação fica registrada e o destinatário recebe a informação de que há uma encomenda disponível para retirada posterior.

Esse modelo pode eliminar interações diretas do entregador com a portaria e com o destinatário e, quando os armários são instalados em área adequada, restringir seu acesso às demais dependências do condomínio. Também contribui para organizar o armazenamento de volumes que, de outra forma, permaneceriam sob responsabilidade da portaria até a retirada.

Para Reinaldo Alves, CEO da Easytech Tecnologia, empresa responsável pela plataforma de armários inteligentes Modulocker, a redução dessas interações é um dos aspectos desse modelo de recebimento.

“Quando o recebimento de encomendas é estruturado para reduzir contatos e etapas de decisão na portaria, também diminui a dependência de avaliações feitas naquele momento. A tecnologia ajuda a estabelecer um fluxo previamente definido, com operações registradas e regras claras para entregas e retiradas”, afirma.

A utilização desses equipamentos não elimina a necessidade dos procedimentos tradicionais de segurança. Identificação, controle de acesso e regras para visitantes continuam fazendo parte da operação do condomínio.

Os sistemas de armários inteligentes funcionam, portanto, como uma camada complementar. Além dos compartimentos controlados eletronicamente, podem incorporar registros de armazenamento e retirada, notificações ao destinatário, histórico de operações e outros recursos de monitoramento.

Mais do que substituir a atuação da portaria, o objetivo é reduzir etapas manuais e situações em que funcionários precisam decidir, sob pressão, como proceder diante de uma pessoa desconhecida.

Com o crescimento das entregas, a discussão sobre segurança passa, assim, não apenas pela identificação de quem chega ao condomínio, mas também pela forma como o processo de recebimento é organizado. Quanto mais definido e previsível for esse fluxo, menor tende a ser a dependência de decisões improvisadas no dia a dia.

Sobre a MODULOCKER® e a EASYTECH

MODULOCKER® é uma plataforma brasileira de armários inteligentes desenvolvida e fabricada pela Easytech Tecnologia, empresa com sede em São Paulo e com sólida experiência em segurança eletrônica, hardware embarcado e sistemas de software. Ao longo de sua trajetória, a Easytech construiu uma atuação reconhecida em ambientes críticos, como o segmento de autoatendimento bancário, sempre com foco em confiabilidade, robustez e alto desempenho.

Ao aplicar essa expertise ao desenvolvimento de smart lockers, a empresa apresenta o MODULOCKER® como uma plataforma tecnológica voltada a diferentes contextos de infraestrutura. A solução reúne recursos associados à automação, durabilidade e gestão operacional, buscando atender às demandas relacionadas ao recebimento e à organização de entregas em ambientes urbanos.



Website: https://www.modulocker.com

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