
O número de adultos com obesidade no Brasil cresceu 118% entre 2006 e 2024, segundo dados do Vigitel 2025, do Ministério da Saúde. Hoje, 25,7% dos adultos brasileiros vivem com a doença, o equivalente a 1 em cada 4 pessoas, e o excesso de peso atinge 62,6% da população. Os índices superam a média mundial, de cerca de 16% de adultos com obesidade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Um novo estudo liderado por pesquisadores brasileiros mostra por que esse cenário preocupa ainda mais quando combinado a outro problema comum: a falta de vitamina D. A pesquisa, publicada na revista Diabetes, Obesity and Metabolism, concluiu que adultos com mais de 50 anos que apresentavam obesidade abdominal e deficiência de vitamina D simultaneamente tiveram risco de morte 123% maior ao longo de seis anos, em comparação com aqueles que não apresentavam nenhuma das duas condições.
Para a Soldiers Nutrition, marca de suplementos que inclui a vitamina D em cápsulas no portfólio, os dados reforçam a importância de ampliar o acesso à informação confiável sobre o nutriente.
O trabalho foi coordenado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a University College London (Reino Unido), e financiado pela FAPESP. Os cientistas acompanharam 5.520 pessoas com 50 anos ou mais, participantes do English Longitudinal Study of Ageing (ELSA), um dos maiores estudos sobre envelhecimento do mundo.
Os números do estudo
Separadas, as duas condições já elevavam o risco. Quem tinha apenas obesidade abdominal apresentou risco de morte 47% maior. Já a deficiência isolada de vitamina D, definida no estudo como níveis abaixo de 30 nmol/L, foi associada a um aumento de até 91%. Quando as duas apareceram juntas, o risco mais que dobrou.
Para os pesquisadores, o resultado indica uma relação de reforço mútuo. "Quando essas duas condições ocorrem juntas, uma potencializa os efeitos da outra, aumentando ainda mais o risco de morte", explica Tiago Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar e coordenador do estudo, em entrevista à Agência FAPESP.
Gordura abdominal "sequestra" a vitamina D
Segundo o pesquisador, a gordura localizada na região abdominal pode "sequestrar" a vitamina D, armazenando-a nas células de gordura (adipócitos) em vez de deixá-la disponível na corrente sanguínea. "Isso significa que, embora o organismo possa ter a vitamina armazenada na gordura, ela não está livremente disponível no sangue para exercer funções vitais em outros órgãos e sistemas", afirma.
A obesidade também pode interferir na forma como o corpo processa o nutriente, já que pessoas com a doença têm menor expressão de enzimas envolvidas no metabolismo da vitamina D. O cenário é mais delicado com o avanço da idade: a vitamina D atua como reguladora do sistema imunológico e ajuda a evitar que a inflamação saia do controle. Com níveis baixos e excesso de gordura abdominal, forma-se um ambiente que, segundo Alexandre, acelera doenças cardiovasculares e metabólicas, além da perda de massa muscular.
O grupo já havia identificado, em estudos anteriores, um "efeito cascata": a deficiência de vitamina D leva à perda de força, que reduz a velocidade de caminhada e, por consequência, a independência nas atividades diárias. Outro trabalho do grupo associou a deficiência ao maior risco de declínio cognitivo.
O que diz a medicina
Para Lucas Stein, nutricionista da Soldiers Nutrition, o estudo reforça a necessidade de acompanhamento. "A vitamina D age como um hormônio e participa de funções como a imunidade, a saúde dos ossos e dos músculos. Por isso, vale manter os níveis dentro do ideal. A dosagem no sangue é um exame simples e rápido, e, quando há deficiência, a reposição por meio da suplementação é uma estratégia acessível e eficaz para corrigir esse quadro. Cada pessoa tem uma necessidade, então o ideal é conversar com o médico ou nutricionista para definir a dose", afirma.
Por que a vitamina D entra no portfólio
"Quando olhamos para o que a ciência mostra sobre a vitamina D e para a realidade do consumidor brasileiro, ficou claro que ela precisava estar no nosso portfólio. Nossa escolha foi por uma formulação com alto teor do nutriente em dose diária única, simples de incluir na rotina e que atende a diferentes públicos. E reforçamos sempre a importância de checar os níveis no exame de sangue e de manter a vitamina D em dia, com a orientação de um profissional de saúde", afirma Yuri Abreu, CEO da Soldiers Nutrition.
A marca formulou o suplemento em cápsula em gel (softgel), com a vitamina D3 dissolvida em óleo de girassol. Por ser lipossolúvel, ou seja, absorvida junto com gordura, o nutriente tende a ser mais bem aproveitado nesse formato. O produto também conta com laudos de controle de pureza, o que reforça a proposta da empresa de que o consumidor saiba exatamente o que está levando para casa.
Informação e orientação profissional
O estudo é observacional, ou seja, mostra associação entre as condições e o risco de morte, mas não prova que a suplementação, sozinha, reduza esse risco. Por isso, os pesquisadores destacam que o caminho passa pelo monitoramento dos níveis de vitamina D e pelo controle do excesso de gordura abdominal, especialmente após os 50 anos. A suplementação deve ser indicada por médico ou nutricionista.
"A suplementação não é solução mágica, mas pode ser uma estratégia importante quando orientada por profissionais e combinada a hábitos equilibrados", completa Abreu.
Website: https://www.soldiersnutrition.com.br/