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Grupo Riopae prepara programação especial para Finados

Programação ocupa quatro unidades do Grupo em 2 de novembro, com apresentações musicais, celebrações religiosas, acolhimento psicológico e cerimônias de memória. Segundo o CEO Vinícius Chaves de Mello, a proposta é oferecer às famílias um espaço de respeito para lembrar quem partiu

Publicado em 21/10/2026 16:08
Grupo Riopae prepara programação especial para Finados -  (crédito: DINO)
Grupo Riopae prepara programação especial para Finados - (crédito: DINO)

O Grupo Riopae, administradora de benefícios assistenciais e de amparo ao luto no estado do Rio de Janeiro, realiza no Dia de Finados, 2 de novembro de 2026, uma programação de memória e acolhimento em quatro unidades de São João de Meriti (RJ): o Crematório Metropolitano São João Batista e os cemitérios de São Lázaro, Vila Rosali e Éden. Das 8h às 17h, o público encontrará apresentações musicais, missas, cultos, atendimento com psicóloga e cerimônias simbólicas voltadas às famílias que desejam lembrar seus entes queridos.

De acordo com Vinícius Chaves de Mello, CEO do Grupo Riopae, a iniciativa nasce do propósito de transformar uma data naturalmente marcada pela saudade em um momento de memória, acolhimento e homenagem. Para o executivo, Finados não deve ser percebido apenas como o dia em que milhares de pessoas visitam cemitérios, mas como uma oportunidade de reconhecer que os vínculos construídos ao longo da vida permanecem. “As pessoas partem, mas as suas histórias, seus ensinamentos, seus gestos e o amor que deixaram continuam fazendo parte de quem ficou”, afirma.

A motivação, segundo Mello, vem da rotina da própria companhia. “Trabalhamos diariamente próximos de famílias que atravessam o pior momento da existência humana. E essa experiência nos ensinou que cuidar do luto não significa tentar apagar a tristeza. Significa criar espaços onde a saudade possa ser vivida com respeito, dignidade e acolhimento”, relata.

A tradição tem raízes antigas. Segundo a National Geographic Brasil, a lembrança dos fiéis que partiram em 2 de novembro foi instituída no ano de 998 pelo abade francês Odilo de Cluny, e a data se tornou feriado nacional no Brasil em 2002. Para o CEO, o sentido da data vai além da tristeza e inclui gratidão pela existência de quem fez parte da trajetória de cada família. “Existe uma frase que traduz muito bem a forma como enxergamos essa data: o luto é o preço que pagamos pelo amor que tivemos a oportunidade de viver”, comenta.

Estrutura e atendimento

Segundo o CEO, o planejamento começa muito antes da data e envolve uma mobilização integrada das equipes, com organização dos espaços, limpeza, manutenção, sinalização, segurança, orientação ao público, acessibilidade, controle do fluxo de pessoas e preparação do atendimento. “Finados exige uma preparação muito diferente de qualquer outro evento. Estamos falando de receber um grande número de pessoas, que chegam emocionalmente sensibilizadas, cada uma trazendo consigo uma história, uma ausência e uma forma particular de viver a saudade”, explica.

Mello aponta como principal desafio conciliar uma operação de grande porte com um atendimento profundamente humano. “Quem visita um ente querido no Dia de Finados não pode ser tratado simplesmente como mais uma pessoa entrando em um local”, diz. Por isso, os profissionais são orientados a atuar com disponibilidade, respeito, discrição e empatia. “Podemos ter processos, planejamento, tecnologia e estrutura. Mas, naquele momento, muitas vezes, um olhar atento, uma palavra gentil ou, simplesmente, alguém disponível para ajudar fazem enorme diferença”, observa.

Programação nas quatro unidades

O Crematório Metropolitano São João Batista, na Rua da Matriz, 754, concentra a agenda mais extensa. A abertura, às 8h, fica a cargo de um violinista, seguida de culto às 9h e missa às 10h. Às 11h, um quarteto de cordas se apresenta com solista. À tarde, a cerimônia “Memórias que Florescem” ocorre às 14h no Jardim In Memoriam, seguida pelo Coral Vozes Riopae, às 14h30, e por nova missa, às 15h. O encerramento está marcado para as 17h.

No Cemitério de São Lázaro, na Avenida João de Deus Menezes, s/n, bairro Venda Velha, a programação inclui violinista às 8h, missa às 10h e culto às 10h30. Às 15h, acontecem a Homenagem aos Céus, com soltura de balões, e a apresentação de quarteto de cordas com solista. O Cemitério de Vila Rosali, na Rua da Matriz, s/n, recebe um violinista às 8h, enquanto o Cemitério de Éden, na Avenida Dr. Roberto Silveira, 700, em Agostinho Porto, abre o dia com missa no mesmo horário. As duas unidades funcionam até às 17h.

Conforme o executivo, a agenda foi desenhada para respeitar tanto quem deseja participar das atividades quanto quem prefere permanecer em silêncio e viver o momento de forma reservada. “Não existe uma maneira correta de sentir saudade. Algumas pessoas choram. Algumas rezam. Algumas permanecem em silêncio. Outras contam histórias e sorriem, lembrando de momentos felizes”, pondera. Mello acrescenta que o objetivo é proporcionar a cada visitante um momento verdadeiro de conexão com a memória de alguém que ama.

Memória e cultura de cuidado

Na avaliação de Mello, o trabalho no período evidencia uma transformação na maneira como a sociedade conversa sobre despedida e luto, temas que durante muito tempo permaneceram cercados por silêncio e desconforto. Para ele, falar sobre memória também é falar sobre saúde emocional e relações humanas. “O setor funerário está presente em um momento em que nenhuma família gostaria de precisar de nós, mas em que todas esperam encontrar profissionalismo, respeito e humanidade quando precisarem. Precisamos ajudar a construir uma cultura de cuidado”, defende. “Nosso trabalho envolve despedidas, mas a nossa missão também envolve preservar aquilo que nenhuma despedida consegue apagar: a memória”, conclui.

Com a iniciativa, o Grupo Riopae estende às famílias um cuidado que, na visão da companhia, não termina quando se encerra uma cerimônia ou um sepultamento. Em meio a uma rotina cada vez mais acelerada, o CEO entende que a data convida as pessoas a parar para lembrar e agradecer. “A morte encerra uma vida, mas não encerra uma história”, resume.

Para mais informações, basta acessar: https://crematoriosaojoao.com.br/



Website: https://crematoriosaojoao.com.br/

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