A Qorium, empresa que desenvolve couro cultivado de verdade, anuncia hoje que passará a se chamar Reyva. O novo nome e a nova identidade visual marcam a próxima etapa da empresa: sua transição de uma organização pioneira em tecnologia para uma marca global de materiais, criada para atender aos rigorosos padrões do setor de couro de luxo.
Este comunicado de imprensa inclui multimédia. Veja o comunicado completo aqui: https://www.businesswire.com/news/home/20261102387289/pt/

Reyva creates beautiful, high-performing real leather. By cultivating leather in uniform sheets, we can move beyond the natural limits of traditional hides, with greater control over its shape, size, thickness and structure. Reyva sample photography by Laurent Stevens
A Reyva cultiva colágeno a partir de células animais e o processa por meio de um método patenteado, criando folhas uniformes. O material resultante é curtido para se transformar em couro legítimo, feito do mesmo material natural que confere ao couro convencional sua resistência, respirabilidade e durabilidade. Esse processo não requer a criação ou o abate de animais, reduz drasticamente os resíduos, o consumo de água e a demanda de energia em comparação com a produção tradicional de couro. O processo da Reyva oferece às marcas maior controle sobre a espessura, a estrutura, a qualidade e a rastreabilidade do material, ao mesmo tempo em que elimina a variabilidade e o desperdício associados às peles de animais.
O relançamento oferece à empresa uma plataforma mais diferenciada para o crescimento comercial, preservando sua essência: a engenharia de tecidos avançada, o profundo conhecimento em couro e o compromisso de criar materiais de alta qualidade para processos consagrados de curtimento, acabamento e fabricação.
O nome Reyva combina “RE”, inspirado na reinvenção do couro, e “VA”, que expressa o movimento para frente. Ele também faz referência a “rey”, a palavra em espanhol para “rei”, oferecendo uma sutil alusão ao luxo. Reyva pronuncia-se RAY-vuh, com a ênfase na primeira sílaba “ray”, como em “raio de luz”.
“Reyva reflete a empresa que nos tornamos: ambiciosa, orientada pelo design e pronta para figurar ao lado das principais marcas de materiais do mundo”, afirmou Michael Newton, CEO da empresa. “Nossa ciência nos proporciona uma forma totalmente nova de produzir couro legítimo. O próximo passo é transformar essa capacidade em um material que designers e fabricantes escolham por sua beleza, consistência, desempenho e atributos de sustentabilidade.”
A plataforma da Reyva começa com uma pequena e indolor biópsia. As células selecionadas são armazenadas e multiplicadas, e então cultivadas em biorreatores de tecidos — uma tecnologia proprietária —, onde se transformam em lâminas de colágeno. Em seguida, essas lâminas passam por processos de curtimento e acabamento, utilizando a técnica e a experiência típicas da indústria do couro. O material resultante pode ser cortado, costurado, gravado, curtido e finalizado, podendo ser desenvolvido sob medida para atender às exigências de diferentes aplicações.
A empresa está industrializando seu processo no Brightlands Maastricht Health Campus, nos Países Baixos. Enquanto avança da fase de desenvolvimento para a produção em escala comercial, ela trabalha com parceiros selecionados dos setores automotivo e de moda de luxo. Inicialmente, a disponibilidade será limitada, mas aumentará à medida que a empresa crescer.
“O couro é um material natural extraordinário, mas sua produção convencional começa com os limites e a variabilidade do couro animal”, disse o Dr. Mark Post, cofundador e diretor científico da Reyva. “Ao cultivar colágeno em um ambiente controlado, podemos preservar as qualidades que as pessoas valorizam no couro, introduzindo um novo nível de precisão, consistência e eficiência no uso de recursos.”
Uma avaliação de ciclo de vida independente, realizada pela CE Delft, projeta que o couro cultivado da Reyva pode alcançar uma pegada de carbono 87% menor se comparada à do couro bovino tradicional, considerando uma produção em escala industrial até 2029 e o uso de energia elétrica renovável. O estudo estimou emissões de 10,5 kg de CO? equivalente por metro quadrado na saída do curtume (já considerando o acabamento), em comparação com a média de 77 a 83 kg de CO? equivalente por metro quadrado do couro de bezerro francês convencional. A empresa pretende atualizar a análise à medida que o processo evoluir e os dados primários forem consolidados.
A Reyva foi fundada pelo pioneiro em engenharia de tecidos, Dr. Mark Post; pelo especialista da indústria de couro, Rutger Ploem, que vem de uma família de curtidores há seis gerações; e pelo empreendedor de sustentabilidade, Stef Kranendijk. A empresa é liderada pelo CEO Michael Newton e já arrecadou € 30 milhões, incluindo um investimento de € 22 milhões em uma rodada de financiamento série A, anunciado em novembro de 2025.
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Fonte: BUSINESS WIRE