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Por que incorporadoras de alto padrão estão investindo no que ninguém vê

Publicado em 13/07/2026 13:06

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Por que incorporadoras de alto padrão estão investindo no que ninguém vê -  (crédito: PulseBrand)
Por que incorporadoras de alto padrão estão investindo no que ninguém vê - (crédito: PulseBrand)

Por que incorporadoras de alto padrão estão investindo no que ninguém vê

No mercado imobiliário de alto padrão, o esforço de valorização costuma se concentrar no que está à vista: acabamento, paisagismo, áreas comuns. Uma parte do setor, porém, passou a olhar para baixo. A infraestrutura subterrânea de saneamento e drenagem, antes tratada como item técnico de menor relevância comercial, começou a ser usada como argumento de qualidade e diferenciação por incorporadoras que disputam o comprador mais exigente.

Em Cuiabá, a Abitte Urbanismo adotou poços de visita e de inspeção rotomoldados em polietileno de alta densidade, fabricados pela Asperbras, em empreendimentos de alto padrão como Lago Di Vino, Abitte Champagne e Abitte Bordeaux. A decisão da incorporadora substitui as estruturas tradicionais em concreto por poços de visita em PEAD da Asperbras, peças monolíticas fabricadas sem emendas, homologadas pela Sabesp conforme a NTS 234, que a fabricante descreve como 100% estanques e de instalação mais rápida.

"A instalação é até um terço mais rápida que soluções tradicionais em concreto, proporcionando economia significativa de tempo para construtoras e incorporadoras que investem em tecnologia abaixo do solo", afirma Thiago Rosa, gerente nacional de vendas da Asperbras. Segundo ele, o sistema também requer manutenção baixa, o que assegura maior durabilidade às redes de saneamento e drenagem dos empreendimentos.

O cálculo por trás da escolha tem lógica de longo prazo. As estruturas em PEAD pesam até 90% menos que as de concreto, dispensam tempo de cura e resistem à corrosão química e a deformações do solo, segundo a empresa. Em um condomínio de alto padrão, falhas de infiltração ou recalque de pavimento se traduzem em transtorno para o morador e em custo de manutenção que pesa na gestão do empreendimento ao longo dos anos. Investir em infraestrutura mais durável vira, nessa leitura, uma forma de proteger o valor entregue ao comprador.

Para a Asperbras, o movimento confirma uma aplicação que vai além da obra pública. Os poços de visita da empresa são homologados pela Sabesp conforme a norma NTS 234, e o portfólio carrega certificação ISO 9001. A companhia, fundada em 1985 e sediada em Penápolis (SP), opera seis plantas industriais e produz acima de 60 mil toneladas por ano em tubos, conexões e estruturas plásticas para saneamento e irrigação.

O case também conversa com uma agenda mais ampla. Cidades que buscam se posicionar como referência de desenvolvimento imobiliário têm associado urbanismo de alto padrão a soluções que otimizam tempo, mão de obra e recursos, com menor impacto ambiental. Após a COP 30, o saneamento ganhou força como pauta de sustentabilidade, ampliando o interesse pelo tema em diferentes frentes do mercado.

O que o exemplo de Cuiabá sugere é uma redefinição silenciosa de prioridades. Quando a infraestrutura invisível entra no discurso de valorização de um empreendimento, muda também a forma como o setor imobiliário define qualidade. Resta saber se a escolha pelo que está debaixo do solo vai se tornar padrão no mercado de alto padrão brasileiro ou seguir como diferencial de poucos.

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