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Artesanato em Cobre: família brasileira se torna referência em cobre puro

Publicado em 11/08/2026 16:38

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Artesanato em Cobre: família brasileira se torna referência em cobre puro -  (crédito: PulseBrand)
Artesanato em Cobre: família brasileira se torna referência em cobre puro - (crédito: PulseBrand)

Artesanato em Cobre: família brasileira se torna referência em cobre puro

Quando Bruno Paiva e Geisa Alves decidiram empreender em 2013, a ideia inicial parecia simples. Eles queriam levar para a internet um produto que praticamente só podia ser encontrado em cidades turísticas de Minas Gerais e em pequenas lojas às margens das rodovias: utensílios produzidos em cobre artesanal.

Na época, Bruno e Geisa concluíam o último ano da graduação em Ciência da Computação. Em vez de seguir carreira na área de tecnologia, enxergaram uma oportunidade em um mercado pouco explorado no comércio eletrônico brasileiro.

A inspiração veio de dentro de casa. O pai de Bruno, Anivaldo Paiva, aprendeu o ofício do cobre aos 15 anos de idade e dedicou a vida ao trabalho artesanal em Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, uma das cidades mais tradicionais do país na fabricação de peças em cobre. Ao longo de décadas, aperfeiçoou técnicas transmitidas entre gerações, produzindo manualmente tachos, panelas, canecas e diversos utensílios.

Embora existisse uma tradição consolidada na produção, o acesso aos produtos ainda era limitado. Quem morava fora de Minas Gerais dificilmente encontrava peças artesanais de qualidade, e praticamente não havia empresas especializadas vendendo esse tipo de produto pela internet. Além disso, consumidores tinham dificuldade para identificar produtos realmente fabricados em cobre puro e entender as diferenças entre materiais semelhantes encontrados no mercado.

Foi nesse cenário que nasceu o Artesanato em Cobre

Desde o início, a empresa definiu que trabalharia exclusivamente com cobre puro certificado, oferecendo transparência sobre a procedência do material e buscando aproximar um produto tradicional de consumidores espalhados por todo o país.

O projeto começou de forma modesta. Sem recursos suficientes para estruturar a operação, Bruno e Geisa emitiram quatro cheques pré-datados para investir na criação do primeiro site, nas embalagens e nos materiais necessários para iniciar as vendas.

Mesmo depois de colocar tudo em funcionamento, o primeiro pedido demorou quatro meses para acontecer. O período foi marcado por incertezas e pela necessidade de persistir em um mercado que ainda não demonstrava sinais de demanda.

Os primeiros anos da empresa foram dedicados principalmente ao segmento de culinária. Os tradicionais tachos de cobre se tornaram o principal produto do portfólio e aproximaram a marca de doceiros, produtores artesanais e chefs de cozinha interessados em preservar técnicas tradicionais de preparo.

Naquele momento, outro desafio chamava a atenção do setor. Uma norma sanitária restringia o uso de tachos de cobre na produção de alimentos, o que gerava insegurança entre produtores e contribuía para o abandono de uma prática histórica da gastronomia brasileira.

O Artesanato em Cobre passou a participar de um movimento formado por artesãos, especialistas e chefs de cozinha que defendiam o resgate dessa tradição. O argumento era baseado tanto na história quanto nas características técnicas do material. Por ser um excelente condutor térmico, o cobre distribui o calor de forma uniforme, reduz pontos de superaquecimento e favorece um cozimento mais homogêneo, características valorizadas na produção artesanal de doces mineiros.

Com o fortalecimento desse movimento, o uso dos tachos voltou a ganhar espaço em cozinhas profissionais e artesanais. A empresa também passou a fornecer peças para chefs e produções gastronômicas, chegando ao programa MasterChef, onde os tachos de cobre voltaram a aparecer diante de milhões de telespectadores.

À medida que o negócio crescia, Bruno e Geisa perceberam que o principal desafio não estava apenas na venda dos produtos. Grande parte dos clientes tinha dúvidas sobre como identificar o cobre puro, como higienizar as peças antes do primeiro uso, quais cuidados eram necessários para conservação e quais produtos eram mais indicados para cada finalidade.

A empresa passou então a investir fortemente em conteúdo educativo, como apontado em entrevista ao Feed TV. Vídeos, artigos e publicações explicavam desde a limpeza correta das peças até as diferenças entre o cobre puro e outros materiais encontrados no mercado. Também produzia conteúdos sobre culinária, decoração, coquetelaria, saúde e bem-estar, ajudando a formar consumidores mais informados.

Para Geisa Alves, CEO do Artesanato em Cobre, essa decisão foi determinante para o crescimento da empresa.

"Nós entendemos que o nosso verdadeiro nicho nunca foi o cobre. Sempre foi o cliente. Quando passamos a ouvir quem comprava de nós, entender suas dúvidas e produzir conteúdo para ajudá-lo antes e depois da compra, construímos uma relação de confiança. Os resultados vieram como consequência desse cuidado".

Essa estratégia abriu novas oportunidades. Uma das mais importantes surgiu durante o lançamento da Absolut Elyx no Brasil. A identidade da marca era fortemente associada ao cobre e resultou em uma parceria de longo prazo com o Artesanato em Cobre para fornecimento de canecas utilizadas em ações promocionais e eventos.

O período coincidiu com a popularização do Moscow Mule no país. O Artesanato em Cobre participou desse movimento ao fornecer as tradicionais canecas de cobre para ações da marca e para estabelecimentos que passaram a incluir o drink em seus cardápios.

Ao longo dos anos, a empresa também passou a atender restaurantes, bares, chefs de cozinha e grandes empresas. Entre os clientes estão marcas como Red Bull Brasil e Fogo de Chão, além de produtores de conteúdo e profissionais da gastronomia.

Depois da pandemia, uma nova mudança de comportamento dos consumidores abriu espaço para outra linha de produtos. O aumento do interesse por hábitos saudáveis e práticas de autocuidado impulsionou a procura por itens relacionados à medicina Ayurveda.

O Artesanato em Cobre ampliou seu portfólio com pulseiras, anéis, raspadores de língua e outros produtos utilizados nessa tradição milenar. A categoria rapidamente ganhou relevância dentro da operação e passou a representar uma parcela importante das vendas.

Mesmo com a ampliação do catálogo, a fabricação permaneceu baseada no trabalho artesanal. Atualmente, cada peça passa, em média, pelas mãos de cinco a seis artesãos até estar pronta para o envio.

Hoje, a empresa mantém fabricação própria em Formiga (MG), conta com uma equipe de mais de 25 colaboradores, registra milhões de reais em faturamento anual e envia milhares de pedidos todos os meses para consumidores de todos os estados brasileiros, além de atender clientes no exterior.

Ao longo da trajetória, o Artesanato em Cobre conquistou dezenas de milhares de clientes e construiu uma comunidade com mais de 500 mil seguidores no Instagram, onde compartilha conteúdos relacionados à utilização do cobre na culinária, na coquetelaria, na decoração e no bem-estar.

Mais de uma década depois da primeira venda, o negócio criado por uma família mineira continua baseado na mesma atividade que Anivaldo Paiva aprendeu ainda na adolescência. A diferença é que um ofício antes restrito às oficinas de Formiga passou a alcançar consumidores de todo o país por meio do comércio eletrônico, contribuindo para preservar uma tradição artesanal e ampliar o acesso a produtos em cobre puro para um público que, até então, dificilmente encontrava essas peças fora de Minas Gerais.

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