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Santis marca presença no Rio Preto Tech Summit

Publicado em 13/08/2026 11:31

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Santis marca presença no Rio Preto Tech Summit -  (crédito: PulseBrand)
Santis marca presença no Rio Preto Tech Summit - (crédito: PulseBrand)

Santis marca presença no Rio Preto Tech Summit

Entre os 75 estandes montados no Complexo Swift, em São José do Rio Preto, nos dias 5 e 6 de agosto, a maioria exibia software, automação e inteligência artificial. Um deles destoava: não vendia tecnologia, e sim o que pode acontecer com uma empresa de tecnologia quando ela cresce. Era o stand da Santis, boutique de fusões e aquisições fundada em 2019 em São Paulo, que escolheu o Rio Preto Tech Summit para uma estreia dupla: a primeira vez da empresa como expositora em uma feira, e logo em um evento a 440 quilômetros da capital.

A escolha não foi por acaso. Para a Santis, o interior paulista concentra exatamente o perfil de empresa que o mercado de M&A (fusões e aquisições) brasileiro vai disputar nos próximos anos: negócios de tecnologia em amadurecimento, fundados longe do eixo tradicional, que ainda não apareceram no radar dos grandes bancos de investimento.

Um mercado mais seletivo, e mais distribuído

O momento ajuda a explicar a aposta. Segundo levantamento da TTR Data, o Brasil registrou 593 transações de fusões e aquisições no primeiro semestre de 2026, queda de 35,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O capital transacionado, porém, cresceu: foram R$ 166,85 bilhões, alta de 3,4%. Menos negócios, cheques maiores, investidores mais criteriosos na escolha dos alvos. E um dado que interessa diretamente a quem esteve em Rio Preto: tecnologia e serviços digitais seguem como o setor com maior número de operações no país.

Em um ambiente mais exigente, a busca por bons ativos passou a demandar presença física na região de origem dos negócios. Segundo o sócio de M&A Renato Winther, "quando o mercado se torna mais seletivo, as melhores oportunidades nem sempre chegam espontaneamente às assessorias localizadas na capital". Por esse motivo, a equipe decidiu ir a campo para construir relacionamento com os empreendedores muito antes de um evento de liquidez acontecer.

A feira que virou vitrine do interior

A escolha do local acompanhou o crescimento do ecossistema regional. Organizado pela Associação Noroeste Paulista de Tecnologia da Informação (APETI), o Rio Preto Tech Summit chegou à quinta edição com estrutura ampliada no Complexo Swift e no Teatro Paulo Moura. O evento triplicou de área e aumentou de 30 para 75 o número de estandes, consolidando um histórico que já supera 10 mil participantes e R$ 100 milhões em negócios gerados.

A participação no encontro também confirmou a tese de expansão da boutique no interior paulista. O sócio-fundador Felipe Argemi destaca que a casa já possui histórico de atuação na região, incluindo uma transação concluída em São José do Rio Preto. Para o executivo, acompanhar de perto a evolução do evento e a relevância das empresas locais reforça a importância de manter proximidade contínua com os empresários do interior.

Preparação e escuta ativa no middle market

Fundada por executivos com passagem por grandes bancos e consultorias, a Santis se posiciona como uma boutique de M&A com atuação que a própria empresa define como humanizada. A tese que sustenta essa escolha é numérica: das mais de 22 milhões de empresas ativas no Brasil, a imensa maioria não ultrapassa R$ 10 milhões de faturamento anual, tamanho que costuma deixá-las fora do radar de investidores e compradores.

"O empresário do interior costuma descobrir o M&A tarde demais, quando recebe uma proposta e percebe que a empresa não está pronta: governança frágil, números desorganizados, sucessão indefinida. Nosso trabalho começa muito antes, preparando a empresa para que, quando a oportunidade aparecer, ela valha o que deveria valer", afirma Argemi.

M&A como ferramenta de crescimento 

A presença de uma assessoria financeira em um evento focado em inovação indica a maturidade do ambiente de negócios fora dos grandes centros urbanos. Polos do interior de São Paulo deixaram de ser apenas centros de produção para se tornarem geradores de tecnologia, passando a demandar estruturas financeiras do mesmo nível das disponíveis na capital.

Para o empresário regional, o movimento mostra que processos de fusão e aquisição não estão restritos a multinacionais. "Com o planejamento adequado desde as fases iniciais do negócio, a busca por sócios ou investidores passa a integrar a estratégia normal de expansão de empresas bem geridas na região", afirma Winther.

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