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NAIA cresce sem capital externo e amplia presença institucional na saúde

Publicado em 18/08/2026 09:08

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NAIA cresce sem capital externo e amplia presença institucional na saúde -  (crédito: PulseBrand)
NAIA cresce sem capital externo e amplia presença institucional na saúde - (crédito: PulseBrand)

Construída por médicos, a healthtech brasileira NAIA consolida seu espaço em um dos setores mais disputados da tecnologia global sem recorrer a capital de risco ou endividamento. A plataforma de inteligência artificial aplicada à medicina já tem mais de 4 mil usuários e um crescimento mensal recorrente acima de 35% em períodos recentes, segundo dados da própria empresa, sustentando o total da operação com recursos dos fundadores.

Modelo institucional em expansão

A NAIA estruturou sua atuação da seguinte forma: assinaturas individuais, com planos a partir de R$ 129,99 mensais, e contratos institucionais direcionados a universidades, sociedades médicas, hospitais e operadoras de saúde. Um dos primeiros acordos educacionais foi firmado com a UVV (Universidade Vila Velha), que incorporou a plataforma ao curso de Medicina.

Outra parceria foi realizada com a IFMSA Brazil (Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina), entidade presente em aproximadamente 260 escolas médicas no país. Mais de 80 instituições se inscreveram na iniciativa apresentada pela organização, segundo a NAIA, a maior adesão já verificada em uma ação do gênero pela entidade.

Curadoria médica e governança sobre a tecnologia

Ao contrário de soluções generalistas de IA, a NAIA formou uma camada própria de curadoria sobre vários modelos de inteligência artificial, com uma rede de mais de 60 médicos envolvidos na validação de conteúdos e fluxos clínicos. A plataforma conta com um banco de cerca de 120 mil questões, simulados, flashcards, planejamento de estudos, atlas anatômico em 3D e discussão de casos complexos, além de um copiloto clínico utilizado na transcrição de consultas e organização de informações para a preparação de documentos médicos.

"A IA não pode aparecer como uma caixa-preta entregando uma conclusão. O profissional precisa compreender de onde veio a informação, conferir as referências e manter o controle sobre a decisão", afirma Thiago Daibes Padilha, médico, fundador e CTO da empresa.

Estratégia de crescimento e próximos passos

Segundo a empresa, a decisão de operar sem aporte externo desde o começo de suas atividades levou à priorização do controle de custos e da geração de receita já nas primeiras versões da plataforma. Agora, a NAIA avalia uma futura captação de investimentos, mas a entrada de capital está atrelada a planos de internacionalização, aquisição de mercado e desenvolvimento de novas soluções.

Dos projetos em desenvolvimento, destacam-se soluções voltadas à transcrição e auditoria de entrevistas clínicas, análise estruturada de riscos, educação médica patrocinada e apoio à gestão de informações em hospitais e operadoras de saúde. Essas frentes devem aumentar a atuação da empresa em relação a instituições do setor.

"Nem tudo é decidido pelo poderio financeiro. Começamos com recursos próprios, porque acreditávamos que era possível construir antes de vender uma promessa. Hoje temos produto, receita, usuários e instituições utilizando a plataforma", conclui Padilha.

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