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Por que empresas do agro estão trocando o gerente único por uma mesa de crédito

Publicado em 27/08/2026 14:52

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Por que empresas do agro estão trocando o gerente único por uma mesa de crédito -  (crédito: PulseBrand)
Por que empresas do agro estão trocando o gerente único por uma mesa de crédito - (crédito: PulseBrand)

Empresas do agronegócio que precisam captar recursos para financiar o ciclo produtivo enfrentam uma decisão que vai além de escolher a melhor taxa: escolher como comparar propostas. O modelo tradicional, negociar diretamente com o gerente de um único banco, tem perdido espaço para a atuação de mesas consultivas que comparam condições entre várias instituições antes de fechar a operação.

O problema de negociar com um balcão único

Quando a empresa negocia direto com uma única instituição, a referência de comparação é limitada ao que aquele banco está disposto a oferecer naquele momento. Taxa, prazo, exigência de garantia e estrutura da operação variam bastante entre instituições, e sem um comparativo real, fica difícil saber se a proposta recebida é competitiva ou apenas a única disponível.

Como funciona a atuação consultiva

A GX Capital atua como mesa consultiva para produtores e agroindústrias, comparando condições entre instituições em vez de operar como balcão único, e estrutura crédito com garantia real para o financiamento de ciclo. Terras, máquinas, armazéns e a própria safra podem sustentar essas captações, com custo distante do crédito sem garantia. A casa acumula volume relevante em operações estruturadas ao longo de mais de quinze anos de mercado.

O instrumental por trás dessas operações também está consolidado. A Cédula de Produto Rural permite à empresa captar recursos com lastro na produção futura, com ou sem liquidação física, e a legislação do agro ampliou esse arcabouço ao permitir a afetação de parte do imóvel rural como patrimônio destinado exclusivamente a garantir a operação, preservando o restante da propriedade.

Três pontos que definem se a operação vai funcionar

Antes de fechar qualquer estruturação, três verificações pesam no resultado final. A primeira é a regularidade documental do ativo oferecido como garantia, matrícula atualizada, georreferenciamento em dia e situação ambiental regular, que é o que mais atrasa operação. A segunda é o alinhamento entre o prazo da dívida e o ciclo produtivo, para que o vencimento não chegue antes da comercialização. A terceira é a moeda da operação em relação à moeda da receita da empresa, especialmente relevante para quem exporta.

Para essa terceira verificação, a mesa da GX aplica o hedge em camadas: trava-se frações da receita ou da dívida em faixas de preço distintas à medida que a moeda se movimenta, em vez de concentrar a decisão numa única data. Isso evita que a empresa fique exposta a uma única cotação de câmbio no fechamento da operação. 

“O produtor que estrutura o crédito antes da colheita compra liberdade de decisão. Ele deixa de vender por necessidade e passa a vender por estratégia, que é o único jeito de a mesa conseguir trabalhar o câmbio dele”, afirma Vinicius Teixeira, CEO da GX Capital.

O que muda na prática para quem decide

Para quem toma a decisão de crédito dentro de uma empresa do agro, o ganho de comparar propostas entre instituições não é apenas taxa mais baixa. É também estrutura de prazo e de garantia mais alinhada à operação real da companhia, algo que um gerente de banco isolado dificilmente consegue oferecer, porque está limitado ao produto da própria instituição.

Esse tipo de comparação estruturada tem se tornado parte do processo de decisão financeira de empresas que antes tratavam crédito como negociação pontual com um único parceiro bancário.

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