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Agência tradicional x plataforma digital: o que muda na decisão do CFO

Publicado em 28/08/2026 13:22

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Agência tradicional x plataforma digital: o que muda na decisão do CFO -  (crédito: PulseBrand)
Agência tradicional x plataforma digital: o que muda na decisão do CFO - (crédito: PulseBrand)

A decisão de qual fornecedor de viagens corporativas contratar deixou de ser exclusiva do departamento de compras. Hoje, ela chega à mesa do CFO, com peso direto sobre visibilidade de caixa e compliance.

O motivo é a mudança de modelo que vem ocorrendo no setor. Enquanto a agência de viagens tradicional concentra toda a operação numa única intermediária, as travel techs corporativas, categoria que reúne desde players globais (como SAP Concur, Navan e TravelPerk) até soluções locais, propõem outra lógica de negócio.

O que uma travel tech oferece que a agência tradicional não oferece

No Brasil, a Loupit lançou o que descreve como o primeiro marketplace de viagens corporativas voltado a agências, conforme noticiado pela Panrotas. Em vez de uma cotação por vez, a empresa recebe múltiplas cotações simultâneas de agências parceiras diferentes para o mesmo trecho, o que expõe a disparidade de preços que normalmente fica escondida quando se trabalha com fornecedor único.

Segundo Patrick Tytgadt, fundador da Loupit, "a consolidação de funcionalidades em uma única plataforma, viagens, despesas, relatórios, mobilidade urbana, T&E (Travel & Expense) multipaís e negociação de tarifas, responde a uma demanda clara de CFOs e controllers por governança e redução de custos administrativos".

Governança pesa mais que preço isolado

Para o CFO, o critério de decisão deixou de ser só tarifa. Visibilidade de caixa, rastreabilidade de despesa e conformidade com política interna de viagem entraram na conta, principalmente em empresas com operação em mais de um país, onde gerir T&E dentro do mesmo sistema evita retrabalho entre equipes financeiras locais.

O contexto ajuda a explicar por que essa decisão ganhou peso estratégico. O setor de viagens corporativas no Brasil fechou o último ciclo com R$ 148 bilhões em faturamento, com projeção de R$ 158 bilhões a R$ 160 bilhões para o ciclo atual, segundo dados da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) em parceria com a ALAGEV (Associação Latino Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas). Com esse volume em jogo, escolher entre agência tradicional e plataforma digital deixou de ser decisão operacional para virar decisão financeira.

Em resumo

Na prática, a agência tradicional entrega intermediação e atendimento, enquanto a travel tech corporativa entrega comparação de preço em tempo real, consolidação de dados financeiros e rastreabilidade de despesa dentro da política interna da empresa. Para o CFO, a escolha passa a envolver não só o custo da viagem em si, mas o custo administrativo de gerenciar todo o processo.

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