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Levantamento interno mostra qual ferramenta responde por 69% do uso de IA em empresa de engenharia

Publicado em 31/08/2026 14:34

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Levantamento interno mostra qual ferramenta responde por 69% do uso de IA em empresa de engenharia -  (crédito: PulseBrand)
Levantamento interno mostra qual ferramenta responde por 69% do uso de IA em empresa de engenharia - (crédito: PulseBrand)

Quando uma empresa mede o uso de inteligência artificial atividade por atividade, descobre não só quanto tempo economiza, mas com o que economiza. Foi o que fez a Visus, empresa de gestão de ativos e engenharia, em um levantamento interno que registrou as ferramentas usadas em cada tarefa administrativa, técnica e comercial.

O resultado da Visus mostra concentração. O Abacus AI aparece em cerca de 69% das atividades registradas pelas equipes, usado sobretudo em relatórios gerenciais, análises técnicas e de performance, documentação de projetos e revisão de RFPs, as referências técnicas e editais. O Microsoft Copilot responde por 19% dos usos, concentrado em apoio à redação de e-mails e checagem de aderência em propostas comerciais. O Gamma AI, presente em 12% dos casos, é aplicado principalmente na criação de apresentações.

O que cada ferramenta rendeu

O mesmo levantamento comparou o tempo de execução antes e depois da IA e encontrou redução média de aproximadamente 98% nas tarefas mapeadas. Os maiores cortes estão nas atividades em que o Abacus AI concentra uso: elaboração de documentação técnica, com 99,7% de redução; relatórios gerenciais para clientes e relatórios semanais de gerência de TI, com 99,4%; análise de dados, com 95,8%; e análise e compreensão de RFPs, com 87,5%. Processos que ocupavam um turno inteiro passaram a levar poucos minutos.

Escolha orientada, não espontânea

A distribuição de ferramentas não surgiu por adesão espontânea das equipes. A implementação contou com a mentoria do professor de inteligência artificial Enio Moraes, da movimento.ai, responsável por orientar a escolha das ferramentas, as boas práticas de uso e a construção de uma cultura de adoção responsável, com critérios de confiabilidade das respostas, segurança da informação e uso ético dos dados dos clientes.

"A inteligência artificial só gera valor real quando sai do improviso individual e vira processo. Trabalhamos com a Visus para transformar o uso de IA em algo mensurável, seguro e replicável entre as áreas, e os números comprovam que esse caminho funciona quando há critério e responsabilidade na condução", afirma Moraes.

Além da velocidade

Maxwesley Miguel da Silva, especialista de sistemas e gestor de TI da Visus, lidera a iniciativa e aponta que o ganho aparece na entrega. "Ganhamos tempo, mas ganhamos, principalmente, qualidade. Os relatórios saem consolidados, as análises de propostas e documentos pré-contrato ganham amplitude, os processos contábeis estão consistentes e mais previsíveis e a comunicação com o cliente melhorou, porque a equipe consegue revisar e refinar o que produz, em vez de correr contra o relógio. No fim, é tempo que volta para as pessoas", diz.

Dado para decidir investimento

Ao registrar ferramenta e tempo por atividade, a empresa transformou uma iniciativa dispersa em política corporativa, com dados que sustentam decisões futuras de investimento em tecnologia e capacitação. Para o CEO Tomilson Lima Mota, a lógica é de finalidade: "Não adotamos inteligência artificial para reduzir pessoas, adotamos para liberar as pessoas para agir naquilo que realmente tem elevado valor estratégico para a Visus. Cada hora que deixamos de gastar em tarefas repetitivas é uma hora a mais dedicada à gestão, aos clientes e à qualidade técnica que é a nossa essência. Isso é o que entendemos como o uso responsável da tecnologia: com governança, com mentoria qualificada e com foco em produção e qualidade".

O plano da Visus é ampliar o mapeamento para novas áreas e formalizar diretrizes internas de uso de IA, unindo produtividade a controles de qualidade e segurança da informação.

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