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Por que BlackRock e JPMorgan estão de olho em ativos tokenizados

Publicado em 01/09/2026 17:24

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Por que BlackRock e JPMorgan estão de olho em ativos tokenizados -  (crédito: PulseBrand)
Por que BlackRock e JPMorgan estão de olho em ativos tokenizados - (crédito: PulseBrand)

A entrada de nomes como BlackRock, JPMorgan e HSBC em iniciativas de tokenização de ativos não é um dado isolado. Ela funciona como um termômetro para quem decide alocação de capital em empresas brasileiras: quando gestoras desse porte movem recursos e estrutura para um segmento ainda em formação, o sinal costuma anteceder a entrada de capital institucional em escala maior.

O tamanho projetado do mercado ajuda a explicar o movimento. Segundo estudo do Boston Consulting Group em parceria com a bolsa digital ADDX, a tokenização de ativos deve se tornar uma oportunidade de negócios de US$ 16,1 trilhões até 2030, equivalente a cerca de 10% do PIB global, um salto de 50 vezes sobre os US$ 310 bilhões registrados em 2022.

O obstáculo que ainda trava decisão de investimento corporativo

Apesar da projeção, o motivo pelo qual empresas e investidores institucionais brasileiros seguem hesitantes tem nome: risco. A volatilidade extrema do mercado de ativos digitais e o risco de contraparte, ligado a fraudes e ativos sem lastro real, seguem sendo os dois fatores que mais pesam contra uma decisão de alocação, mesmo quando a tese de investimento faz sentido no papel.

É esse o problema que a plataforma RedMind, do empreendedor Guga Stocco, cofundador do Banco Original e conselheiro de companhias como a Totvs, construiu para resolver, com tecnologia de inteligência artificial fornecida pela Grand Thera Technologies, deeptech especializada em infraestrutura de dados para decisões financeiras de alto impacto.

O que muda na decisão de alocar capital

A plataforma da Grand Thera, chamada TheraOS, consolida dados internos, informações de mercado e registros de diferentes exchanges em uma base única e padronizada. Sobre essa base, agentes de inteligência artificial monitoram continuamente os limites de risco definidos pelo investidor, analisam exposições e sinalizam ou bloqueiam operações que ultrapassem os parâmetros estabelecidos, antes da ordem ser executada.

Os números da prova de conceito conduzida com a equipe de análise de risco da RedMind reforçam o argumento para quem avalia entrar nesse mercado agora: diante de uma queda de 30% nos ativos digitais, o impacto sobre a carteira protegida foi contido em aproximadamente 10%. Com a volatilidade geral do mercado em 42%, a carteira testada se manteve próxima da meta de 15%. A infraestrutura completa, estimada originalmente em dois anos de desenvolvimento, foi entregue em seis meses.

"Mais do que entregar uma solução, a Grand Thera acelerou nossa capacidade de transformar modelos de risco em uma infraestrutura tecnológica robusta, auditável e preparada para operar em escala", afirma Guga Stocco, fundador da RedMind.

Para o conselho de administração ou o CFO que avalia se é hora de recomendar exposição a ativos tokenizados, o caso RedMind e Grand Thera funciona como referência prática de que a engenharia de risco necessária para essa decisão já existe e já foi testada em cenário adverso, o que reduz um dos principais argumentos contrários à movimentação.

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