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Escritórios de advocacia adotam tecnologia para avaliar risco de crédito

Publicado em 03/09/2026 18:20

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Escritórios de advocacia adotam tecnologia para avaliar risco de crédito -  (crédito: PulseBrand)
Escritórios de advocacia adotam tecnologia para avaliar risco de crédito - (crédito: PulseBrand)

Escritórios de advocacia que atuam em operações de crédito, recuperação judicial e estruturação de garantias passaram a integrar consultas automatizadas de risco à sua rotina de due diligence. A tecnologia, batizada de AgRisk Consultas, cruza mais de 30 módulos de análise, entre eles restritivos nacional, histórico judicial, endividamento financeiro e informações patrimoniais, para apoiar decisões sobre a saúde financeira de terceiros.

Motor de decisão aplica critérios de forma padronizada

A plataforma é desenvolvida pelo AgRisk, empresa de tecnologia financeira sediada em Uberlândia (MG), que também oferece o AgFlow, motor de decisão que aplica automaticamente a política de crédito de cada empresa cliente a toda jornada de crédito da operação, dispensando o julgamento manual de um analista para cada caso.

“O AgFlow aplica automaticamente a política de crédito de cada empresa cliente diretamente na operação. No momento da análise, o motor consulta em tempo real e gera automaticamente score, rating e valor de crédito sugerido. A decisão final permanece com o analista, que aprova, ajusta ou nega a operação com base nesse resultado, o que devolve a ele o trabalho real de análise e retira o peso operacional do processo”, explica Gustavo Alves, CEO do AgRisk.

Operação em escala

O AgFlow processou mais de 15 mil propostas de crédito, somando R$ 10,3 bilhões em valores solicitados, dos quais R$ 7,4 bilhões foram aprovados pelas empresas clientes com base nas análises geradas pelo motor. O AgRisk Consultas ultrapassa 3,5 milhões de consultas realizadas, com R$ 1,2 trilhão em dívida analisada para uma base de 1.600 clientes, que atribuem à companhia um NPS (Net Promoter Score) de 75 pontos.

Tecnologia atende diferentes elos do crédito corporativo

Além de escritórios de advocacia, o portfólio do AgRisk atende decisores de crédito e risco em bancos, fintechs, factorings, fundos de investimento e empresas do agronegócio, que utilizam a tecnologia da consulta inicial à decisão final de crédito. A companhia também reúne o AgRisk Capital, voltado à negociação e registro de títulos privados, como CPRs (Cédulas de Produto Rural) e duplicatas. O AgRisk atraiu, no início de 2026, os investidores Itaú Ventures e Rabo Partnerships em uma rodada Série B, e teve a Visa e a Endeavor como parceiros capacitadores.

Contexto que pressiona a due diligence de crédito

O movimento ocorre em um cenário de maior pressão sobre a análise de risco corporativo. O Banco Central registra inadimplência de 2,8% nas operações de crédito com pessoas jurídicas em abril de 2026, avanço de 0,3 ponto percentual em 12 meses. O setor bancário, por sua vez, projeta investir R$ 50,4 bilhões em tecnologia ao longo de 2026, alta de 8% frente a 2025, segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, realizada pela Deloitte.

Sobre o AgRisk

O AgRisk é uma infraestrutura inteligente de decisão de crédito para empresas que avaliam risco de crédito de terceiros, como bancos, fintechs, factorings, fundos, escritórios de advocacia e companhias do agronegócio. Fundado em 2016 e com sede em Uberlândia (MG), o AgRisk reúne uma infraestrutura completa para toda jornada de crédito.

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