
Empresas B2B brasileiras ampliam a fatia do orçamento de marketing destinada a conteúdo editorial em 2026. Dados do CMI (Content Marketing Institute) mostram que 45% dos profissionais de marketing projetam aumento de investimento em conteúdo neste ciclo, contra 6% que preveem redução.
No Brasil, 74,7% das empresas B2B já praticam marketing de conteúdo, e seis em cada dez iniciaram o ano com orçamento superior ao do ciclo anterior, segundo levantamento da Intelligenzia em parceria com a Rock Content. A PulseBrand, plataforma de publicação garantida em portais Tier-1, acompanha esse movimento de reequilíbrio de budget entre empresas clientes.
Metas não alcançadas pressionam revisão de estratégia
O aumento de investimento ocorre em paralelo a uma revisão de metas corporativas. Segundo a RD Station, 75% das empresas não atingiram suas metas de marketing em 2023, dado que tem levado departamentos de marketing e comunicação a reavaliar a forma como alocam recursos entre mídia paga, produção própria e presença editorial em veículos de terceiros.
A reavaliação também é influenciada pela mudança na forma como motores de busca generativos indexam informação. A métrica primária de visibilidade digital deixou de ser o CTR (Click-Through Rate, taxa de cliques) e passou a ser a taxa de referência, o que altera o retorno esperado de cada linha de investimento em comunicação.
Dado reforça argumento para planejamento formal
Apenas 47% dos profissionais B2B têm estratégia de conteúdo documentada, mas esse índice sobe para 62% entre os que reportam melhores resultados, segundo o CMI. A correlação reforça o argumento para que decisões de orçamento sejam acompanhadas de planejamento formal, com metas e indicadores definidos previamente, e não apenas de aporte adicional de verba.
Segundo dados da Muck Rack em parceria com a Bolt PR, 94% das citações geradas por ferramentas de IA têm origem em conteúdo editorial, e não em mídia paga do tipo banner ou anúncio display, o que reforça o argumento de orçamento para presença editorial estruturada frente a outras linhas de investimento em marketing.
Para diretorias que avaliam onde alocar o incremento de verba, o dado funciona como parâmetro objetivo de comparação entre formatos de comunicação, ao lado de métricas já consolidadas como custo por lead e retorno sobre investimento em mídia paga.
"A estruturação de territórios de conteúdo envolve etapas claras: definir dois a três temas centrais a partir do posicionamento da marca, mapear portais conforme sua função de autoridade, alcance ou regionalização, elaborar calendário editorial com cadência definida e mensurar resultados por indicadores de reputação, como participação de voz temática", explica Isadora Reis, fundadora da PulseBrand.
Para times de marketing e comunicação corporativa, o dado sugere que o incremento de orçamento tende a ser mais eficaz quando acompanhado de um plano editorial estruturado, com metas de reputação claras e responsáveis definidos pela execução ao longo do ano.
A tendência de crescimento de orçamento também abre espaço para revisão de contratos e fornecedores de comunicação, já que empresas com planejamento editorial documentado tendem a negociar entregas com metas de reputação mais claras, em vez de pautas avulsas sem continuidade entre um mês e outro.
O cenário também é acompanhado de perto por áreas de relações institucionais e compliance corporativo, que dependem de presença editorial consistente para sustentar posicionamento junto a órgãos reguladores, parceiros comerciais e públicos de interesse em processos de due diligence.