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Antes das casas, a infraestrutura: o modelo urbanístico por trás da Fazenda do Lago

Publicado em 15/09/2026 08:11

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Antes das casas, a infraestrutura: o modelo urbanístico por trás da Fazenda do Lago -  (crédito: PulseBrand)
Antes das casas, a infraestrutura: o modelo urbanístico por trás da Fazenda do Lago - (crédito: PulseBrand)

Em loteamentos de alto padrão, é comum que a infraestrutura prometida no ato da venda chegue anos depois da primeira escritura. A Fazenda do Lago, empreendimento do Grupo CPR às margens do Lago Corumbá IV, em Abadiânia (GO), inverteu essa ordem, e a decisão tem implicações que vão além do produto imobiliário em si: ela toca diretamente o modelo de parcelamento e execução de obras que rege esse tipo de empreendimento.

O projeto ocupa 3 milhões de metros quadrados e soma 470 lotes distribuídos em 33 quadras planejadas. Antes da comercialização das unidades, segundo a incorporadora, já estavam definidos e em execução: quatro clubes com operação independente (SPA, Marina, Golf Course e Surf Club), rede de energia e iluminação subterrâneas, monitoramento 24 horas e um ambulatório dentro do perímetro.

A opção por energia subterrânea ilustra o tipo de decisão que separa esse modelo do convencional. Trata-se de uma obra que só é executável antes da ocupação: depois que as casas sobem, o custo de substituir a rede aérea por subterrânea se torna proibitivo. É, portanto, uma escolha que precisa constar no cronograma desde a concepção do projeto, e não pode ser adicionada como melhoria posterior.

Herif Batista, incorporador do projeto, descreve a lógica por trás dessa sequência: "O conceito de wellness district não é ter amenidades, é organizar a vida ao redor delas. A infraestrutura vem antes porque é ela que define quem escolhe morar aqui."

O acesso ao empreendimento é feito pela BR-060, com pavimentação integral até o distrito, a uma distância de 1h10 de Brasília, 50 minutos de Anápolis e 1h40 de Goiânia. Há ainda heliporto no programa do empreendimento. A proximidade com a capital federal coloca o projeto no raio de interesse de um público que avalia imóveis fora do Distrito Federal sem abrir mão de acesso rápido e frequente.

Do ponto de vista regulatório e de planejamento urbano, o modelo adotado pela Fazenda do Lago se aproxima de práticas já consolidadas em mercados internacionais de wellness real estate, segmento que une saúde, esporte e patrimônio no mesmo produto, mas que ainda tinha poucos representantes de escala no Centro-Oeste brasileiro. A diferença central em relação à média do setor está na ordem de execução: infraestrutura entregue antes, e não como contrapartida futura condicionada à venda de mais unidades.

Marlon Ceni, CEO do Grupo CPR, resume o raciocínio comercial que sustenta essa decisão: "A gente não vende lote, vende comunidade. O que estamos construindo é um lugar em que o clube é o centro da vida, e a casa vem em volta dele."

Para o comprador que avalia esse tipo de investimento sob a ótica de risco de execução, a pergunta relevante deixa de ser apenas quando a estrutura ficará pronta, e passa a ser se ela já está operando no momento da assinatura do contrato. Na Fazenda do Lago, segundo a incorporadora, essa resposta já está dada desde a primeira fase de comercialização dos 470 lotes.

O programa de amenidades, ao todo 19, inclui ainda centro equestre, vinícola, quadras de tênis e de beach tennis, kids village e wellness club, além de um hotel internacional previsto dentro do próprio perímetro. A Marina conta com mais de 400 vagas em um terreno de 30 mil metros quadrados e inclui estrutura de wakeboard, e o Golf Course abre com 9 buracos, com expansão prevista para 18 em novas fases.

O acesso à comunidade passa pelo Founder Circle, processo de curadoria de membros que funciona como camada adicional de seleção, somada ao valor do lote. Para o público que avalia projetos de alto padrão sob critérios técnicos de execução e não apenas de discurso comercial, a sequência de entrega de obras, energia subterrânea antes das casas, clubes operando desde a primeira fase e monitoramento já ativo, funciona como um indicador prático de que o cronograma de infraestrutura foi de fato cumprido, e não apenas anunciado.

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