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Auditoria de gasto em viagem corporativa passa a rodar no momento do pedido

Publicado em 15/09/2026 08:58

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Auditoria de gasto em viagem corporativa passa a rodar no momento do pedido -  (crédito: PulseBrand)
Auditoria de gasto em viagem corporativa passa a rodar no momento do pedido - (crédito: PulseBrand)

Para o comprador corporativo, comparar preço entre agências resolve metade do problema. A outra metade é o gasto que nunca deveria ter sido feito, como a diária acima do teto, a antecedência mínima ignorada, a classe fora da alçada do cargo. Na maioria das empresas, esse desvio só aparece semanas depois, quando a fatura chega ao financeiro e o dinheiro já saiu.

Foi para resolver as duas pontas do problema, preço e conformidade, que o Grupo Inttra revisou o processo de compra de viagens corporativas. A companhia passou a operar dentro do marketplace de viagens corporativas da Loupit, no qual várias agências homologadas cotam simultaneamente cada solicitação, e a política interna da empresa é checada automaticamente antes da emissão de cada bilhete.

A Loupit atua como travel tech brasileira de gestão de viagens e despesas corporativas, e integra a comparação de preço à camada de conformidade dentro da mesma plataforma.

"A auditoria roda no momento do pedido, não no fechamento do mês", explica Leonardo Crispim, CTO da Loupit. "O modelo lê a política da empresa, o histórico de compras e o contexto de cada solicitação (quem pediu, para qual centro de custo, com quanta antecedência, dentro de qual alçada) e devolve a decisão em segundos. O desafio técnico nunca foi identificar o desvio. Foi identificar rápido o bastante para que ele ainda pudesse ser evitado".

Segundo Tytgadt, boa parte do gasto fora da política não é má-fé. "É distração. Alguém reserva fora da política sem perceber e ninguém revisa a tempo. Quando o sistema avisa na hora, o problema deixa de existir", diz o fundador e CEO da Loupit.

O efeito prático desse modelo apareceu no caso do Grupo Inttra já no primeiro ciclo de faturamento: queda de 31% no ticket médio das viagens emitidas e cerca de R$ 1 milhão de economia no primeiro mês de operação. "Nossa agência anterior foi escolhida porque tinha a menor taxa de transação entre as concorrentes. Só que em nenhum momento tivemos acesso ao preço das viagens, que é onde estão os outros 99% do valor", conta Romero Ribeiro, Gerente de Compras do Grupo Inttra.

O padrão identificado pela Loupit é recorrente no mercado corporativo brasileiro. Uma pesquisa da empresa com 164 empresas brasileiras mostrou que 71% já cotam viagens em mais de uma fonte, mas o fazem por e-mail, telefone e planilha, fora de qualquer sistema, sem registro auditável e sem garantia de que a comparação aconteceu em todas as compras. Do ponto de vista de governança, é como se não existisse.

O mercado brasileiro de viagens corporativas movimentou cerca de R$ 147,8 bilhões em 2025, segundo a Abracorp, associação que reúne parte relevante das agências do setor, com 5,4 milhões de passagens aéreas e 10,2 milhões de diárias de hotel emitidas no período.

Para departamentos de compras e finanças que respondem por compliance, o caso do Grupo Inttra mostra que a auditoria de viagem corporativa pode deixar de ser um controle posterior, feito sobre a fatura fechada, para se tornar parte do próprio ato da compra, aplicada por uma agência de viagens corporativas diretamente no momento do pedido, antes que o gasto seja efetivado.

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