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João Pessoa aparece no radar de quem decide onde investir no Nordeste

Publicado em 18/09/2026 09:54

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João Pessoa aparece no radar de quem decide onde investir no Nordeste -  (crédito: PulseBrand)
João Pessoa aparece no radar de quem decide onde investir no Nordeste - (crédito: PulseBrand)

Decisões de investimento imobiliário no Nordeste passaram a considerar, com mais frequência, um nome que até pouco tempo aparecia sobretudo em roteiros de turismo: João Pessoa. O movimento é impulsionado pela combinação entre aumento da demanda turística e amadurecimento da oferta imobiliária local.

Em diferentes períodos de 2026, a capital paraibana apareceu entre os destinos nacionais mais buscados na Booking.com. No feriado de 7 de setembro, foi o terceiro destino brasileiro mais pesquisado na plataforma, atrás de Rio de Janeiro e São Paulo, com crescimento de 149% nas buscas em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse tipo de indicador costuma anteceder decisões de investidores que buscam identificar mercados em ascensão antes da maturação total do ciclo.

Para Henrique Castro, corretor de imóveis especializado no atendimento a investidores, existe uma relação direta entre a descoberta turística da cidade e o interesse pelo mercado imobiliário.

“Muita gente chega a João Pessoa como turista e começa a enxergar a cidade como investidor. Conhece a orla, percebe o desenvolvimento de determinadas regiões e começa a pesquisar quanto custa comprar um imóvel aqui e qual renda aquele patrimônio poderia gerar”, afirma.

Um dos sinais de maturidade do mercado aparece no padrão dos empreendimentos recentes. Incorporadoras locais passaram a desenvolver projetos mais sofisticados e a estabelecer parcerias com escritórios, designers e marcas reconhecidas nacional e internacionalmente. Entre os exemplos recentes estão projetos associados à Pininfarina, à Artefacto e, mais recentemente, à Aston Martin, movimento que sinaliza posicionamento antes concentrado, principalmente, nos grandes centros e nos destinos consolidados do mercado de luxo.

Do ponto de vista de precificação, dados de lançamentos imobiliários da GeoBrain, divulgados pela ABRAINC, mostram diferenças relevantes entre regiões da cidade. Entre janeiro e setembro de 2025, o preço médio do metro quadrado lançado chegou a R$ 20,52 mil em Tambaú e R$ 19,29 mil em Cabo Branco, bairros com forte presença turística e hoteleira. Manaíra, Jardim Oceania e Bessa também apareceram entre os mercados analisados, com dinâmicas distintas de precificação e ocupação.

Segundo Henrique Castro, ainda que o cenário seja favorável, a decisão de investir não pode se apoiar apenas nesse contexto de crescimento.

“O investidor não deveria perguntar apenas quanto consegue cobrar na diária. A pergunta é quanto efetivamente sobra no bolso depois de todos os custos e quanto aquele patrimônio tem potencial de valer no futuro”, afirma Henrique Castro.

Para quem avalia diversificar carteira em ativos imobiliários fora dos mercados tradicionais, João Pessoa se junta a um grupo restrito de capitais nordestinas que combinam crescimento de demanda turística com produtos imobiliários de padrão elevado, o que reforça o interesse de investidores que buscam mercados em fase de valorização.

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