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Cirurgia robótica de próstata: o que muda em relação à operação aberta

Publicado em 21/09/2026 09:50

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Cirurgia robótica de próstata: o que muda em relação à operação aberta -  (crédito: PulseBrand)
Cirurgia robótica de próstata: o que muda em relação à operação aberta - (crédito: PulseBrand)

Quando a retirada da próstata é indicada no tratamento do câncer, a cirurgia robótica é uma das alternativas disponíveis. Em vez de um corte único, o acesso se dá por pequenas incisões. O cirurgião trabalha com imagem ampliada da área operada e com instrumentos de movimentação precisa. Frente à operação aberta, a técnica pode estar associada a três ganhos: menos perda de sangue, menor tempo de internação e recuperação mais rápida.

O urologista Alberto Tomé (@dr.albertotome no Instagram) atua com a técnica desde 2021, após formação especializada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Certificado para operar com a plataforma Da Vinci, ele mantém clínica em Umuarama, atende também em Cianorte, no Noroeste do Paraná, e realiza cirurgias em Maringá, Londrina e São Paulo.

Antes da técnica, a indicação

A comparação entre as duas formas de operar só faz sentido depois de uma pergunta anterior: o paciente precisa mesmo de cirurgia? Segundo o médico, nem todos os homens diagnosticados seguem o mesmo caminho. As características do tumor, como localização, extensão e agressividade, e as condições clínicas e a idade do paciente ajudam a determinar a conduta. Em parte dos casos, a conduta é acompanhar. Em outros, a intervenção é indicada.

"A tecnologia amplia nossas possibilidades, mas não substitui a decisão médica. O mais importante é compreender a doença, avaliar o paciente individualmente e, a partir disso, definir a estratégia mais adequada", afirma Tomé.

Entre a vigilância e a retirada da próstata existe ainda, para pacientes selecionados, a terapia focal. A abordagem concentra o tratamento na região onde está a lesão e busca preservar as áreas não comprometidas do órgão. Também aqui, o que define a elegibilidade é o perfil do tumor, avaliado caso a caso.

A decisão começa no diagnóstico

A escolha entre acompanhar, tratar de forma focal ou operar depende da qualidade das informações reunidas na fase de investigação. A biópsia é o exame responsável pela confirmação diagnóstica e pela análise do tecido, e é nesse momento que outro recurso adotado pelo urologista entra em uso.

Em março deste ano, Tomé se tornou o quinto médico no Brasil e o segundo no Paraná a contar com o micro-ultrassom ExactVu™. O equipamento opera em frequência de 29 MHz e produz imagens da próstata em alta resolução e em tempo real. Durante a biópsia, permite visualizar áreas suspeitas e direcionar a coleta de tecido para as regiões que exigem maior investigação, o que auxilia na definição dos pontos a serem biopsiados e reúne dados importantes para a avaliação do caso.

Nenhum dos três recursos, seja o micro-ultrassom, a terapia focal ou a cirurgia robótica, serve a todos os pacientes, e cada um cumpre uma função diferente. Juntos, ampliam o leque de possibilidades da investigação ao tratamento e acompanham uma tendência da uro-oncologia de buscar condutas cada vez mais orientadas pelas características de cada caso.

Um tumor de alta incidência

O cenário epidemiológico dá a medida da demanda. Excluído o câncer de pele não melanoma, nenhum tumor atinge mais os homens brasileiros do que o de próstata. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 77.920 novos casos para cada ano do triênio 2026-2028, o equivalente a 30,5% dos novos diagnósticos de câncer na população masculina. Como a doença pode não apresentar sintomas em sua fase inicial, a decisão sobre quando investigar deve ser individualizada e discutida com o médico.

Alta tecnologia fora dos grandes centros

A trajetória de Tomé combina a formação em grandes centros com a atuação no interior, e o próximo passo previsto é levar o micro-ultrassom também a Mato Grosso do Sul. "Minha formação e minha atuação em grandes centros me permitem acompanhar de perto a evolução da urologia, mas sempre tive o propósito de fazer esse conhecimento e essas tecnologias chegarem também a outras regiões. O paciente não deveria precisar estar em uma grande capital para ter acesso a recursos avançados de diagnóstico e tratamento", afirma.

Em síntese, o que diferencia a cirurgia robótica da aberta são as pequenas incisões, a visão ampliada e a precisão dos movimentos, com possível redução de perda sanguínea, internação e tempo de recuperação. A escolha, porém, vem depois da indicação, que depende do tumor e do paciente.

https://www.instagram.com/dr.albertotome/

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