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Primeiro turno definido ou segundo turno: os dois cenários do dólar em 5 de outubro e como a empresa se prepara

Publicado em 22/09/2026 12:11

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Primeiro turno definido ou segundo turno: os dois cenários do dólar em 5 de outubro e como a empresa se prepara -  (crédito: PulseBrand)
Primeiro turno definido ou segundo turno: os dois cenários do dólar em 5 de outubro e como a empresa se prepara - (crédito: PulseBrand)

O dia que importa para a decisão cambial de setembro não é 4 de outubro, é 5. Se a disputa presidencial se definir no primeiro turno, o mercado tende a antecipar a acomodação, o movimento pós-resultado que costuma ser mais rápido do que a alta que o precede. Se a disputa for ao segundo turno, em 25 de outubro, o regime de alta amplitude se estende por mais três semanas.

“O pós-primeiro turno é o momento de maior assimetria: se a disputa se define, a acomodação vem rápido; se vai para o segundo turno, a volatilidade se estende por mais três semanas. As tranches de outubro têm que caber nos dois cenários”, afirma Vinicius Teixeira, sócio da GX Capital.

O quadro de partida é de dólar abaixo de R$ 5,10 em 8 de setembro, com queda de 6,54% no ano, petróleo em alta e pesquisas apontando disputa acirrada. Em maio, a mesa da GX Capital projetou pico de R$ 5,55 no terceiro trimestre, a partir de um dólar na casa de R$ 4,91; o nível não foi atingido, e a leitura da mesa é que a proteção para outubro ficou mais barata.

“A queda de setembro não desmonta a janela, muda o custo dela: NDF de compra na casa de R$ 5,10 com o segundo turno em 25 de outubro é proteção mais barata do que a de julho. O importador que ainda não fixou setembro e outubro tem nesta semana o melhor ponto de entrada da janela”, diz Teixeira.

Para o diretor financeiro, preparar os dois cenários significa contratar as tranches de outubro antes do dia 4, e não depois. No importador, NDF de compra escalonado com passo semanal, FINIMP para deslocar a liquidação para depois da acomodação e benefícios fiscais para reduzir o custo all-in. No exportador, NDF de venda escalonado até o segundo turno e ACC sobre o pipeline de embarques.

“Nas quatro semanas até o primeiro turno a variável não é o nível, é a amplitude: a mesa trabalha com bandas diárias mais largas e reduz o tamanho de cada tranche para caber nelas. É o mesmo hedge em camadas, com o passo mais curto”, explica o executivo.

Na GX, que reúne mais de R$ 2 bilhões em volume estruturado, o dimensionamento das tranches passa pelo Auron IA, tecnologia própria disponível no aplicativo do cliente. A pergunta para a reunião de setembro não é qual cenário vai acontecer. É se a carteira está desenhada para os dois.

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