
A decisão de contratar consultoria tributária costuma ser tomada por impulso, depois de uma autuação, ou nunca. Nenhum dos dois é bom critério. O que define se a revisão vale a pena é a estrutura da empresa, e há um perfil em que a resposta tende a ser sim: a que fatura entre R$ 4,8 milhões, teto do Simples Nacional, e R$ 78 milhões, limite do Lucro Presumido, e que apura PIS, Cofins, IRPJ e CSLL separadamente sem departamento fiscal próprio.
“A empresa que fatura entre cinco e setenta e oito milhões é onde a gente mais encontra tributo pago a maior, porque ela é grande o bastante para ter a conta complexa e pequena demais para ter quem olhe para a conta. Não é falha de gestão, é estrutura. E é justamente aí que a revisão vira vantagem competitiva, porque muda a margem sem mudar o preço”, afirma Carlos Gago, CEO da Trinity Consultoria Tributária.
Há também um perfil em que a resposta tende a ser não, e Gago faz questão de nomeá-lo.
“Nem toda empresa se beneficia, e é bom dizer isso. Quem está no Simples, quem fatura abaixo de cinco milhões ou quem já tem um time fiscal interno revisando a apuração todo mês dificilmente vai encontrar valor relevante. O diagnóstico existe para a empresa que cresceu e ainda não montou essa estrutura. É para ela que 2026 é o ano de fazer a conta”, diz.
Para quem está no perfil certo, o que muda é a margem, não o preço. As frentes são três: recuperar o que foi pago a maior nos últimos cinco anos, sobretudo na base de cálculo de PIS e Cofins e nas contribuições sobre a folha, com compensação regida pela IN RFB 2.314; corrigir a apuração corrente, como percentual de presunção e classificação de receita; e rever o regime, que a reforma tributária reprecifica a partir de 2027 com a substituição de PIS e Cofins pela CBS.
O modelo de remuneração também entra na decisão. Na consultoria por resultado, o diagnóstico é a primeira fase do projeto, sem custo, e o pagamento é um percentual sobre o crédito efetivamente recuperado. Se não há crédito, não há custo. A Trinity opera nesse modelo, com a ContadorIA como raio-X inicial da apuração e validação feita com o contador da empresa.
“A ordem importa. Primeiro a gente recupera o que já foi pago a maior, porque isso é caixa e não custa nada para a empresa. Depois corrige a apuração, com o contador, para parar de repetir o erro. E aí, com número na mão, decide o regime para 2027. Quem faz na ordem inversa gasta energia discutindo o futuro enquanto o passado prescreve”, conclui o executivo.
Para o decisor, a pergunta certa não é “preciso de consultoria?”. É “minha empresa tem quem revise a apuração?”. Se a resposta for não, e o faturamento estiver na faixa, o diagnóstico é o primeiro número a levantar.