
Antes de assinar, o médico que pensa em contratar uma assessoria pericial precisa saber o que está comprando: a gestão de uma rotina que começa com o cadastro nos tribunais e se estende muito além da nomeação.
O que a M Perícias oferece
Na M Perícias, de Maringá (PR), assessoria exclusiva para médicos, o serviço cobre cadastro, prazos, documentação e cobrança de honorários. A empresa reúne 1.852 peritos médicos ativos nos tribunais, com cadastro em todos os estados do país, e afirma ter gerido 15.779 perícias entre março e setembro de 2026, com 102 colaboradores, 80 deles advogados.
O que a proposta precisa cobrir
Uma proposta séria deve dizer, por escrito, quais tarefas ficam com a empresa. As principais são manter cadastros em cada tribunal, acompanhar intimações, cumprir o prazo de cinco dias para proposta de honorários e currículo após a nomeação (artigo 465 do CPC), comunicar os assistentes técnicos com cinco dias de antecedência (artigo 466) e controlar o prazo do laudo, cujo descumprimento pode levar à substituição do perito (artigo 468).
“O que o médico não tem é tempo para manter cadastro em vários tribunais, acompanhar intimação, cumprir prazo processual e cobrar honorário enquanto atende no consultório”, afirma Alcides Martinhago Junior, CEO da M Perícias.
O que nenhuma assessoria pode vender
Nomeação. A escolha do perito é do juiz, e nenhuma empresa pode garanti-la. Contrato ou material comercial que prometa nomeações ou renda certa merece desconfiança.
Checklist antes de assinar
Confira o escopo por escrito, a forma de remuneração, quem responde por prazo perdido, como funciona a comunicação com a equipe e quais são as regras de cancelamento. Leia avaliações públicas junto com as respostas da empresa e as datas.
Uma assessoria só faz sentido comparada ao tempo que ela libera. Para quem pretende atuar com regularidade, é essa conta que decide.