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ISO 27001 e avaliação da ISG reforçam credenciais de nuvem brasileira

Publicado em 30/09/2026 16:35

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ISO 27001 e avaliação da ISG reforçam credenciais de nuvem brasileira -  (crédito: PulseBrand)
ISO 27001 e avaliação da ISG reforçam credenciais de nuvem brasileira - (crédito: PulseBrand)

A contratação de um provedor de nuvem costuma começar pela comparação de preços. Para órgãos, empresas reguladas e operações que lidam com informações sensíveis, porém, a segurança exige critérios verificáveis por terceiros. É nesse campo que a Huge Networks, empresa brasileira de cibersegurança fundada em 2014, reúne credenciais para sua plataforma de computação em nuvem, a HugeCloud.

Certificação por organismo independente

Em setembro de 2026, a companhia obteve a certificação ISO/IEC 27001:2022, emitida pela BSI (British Standards Institution). A norma é o padrão internacional para sistemas de gestão de segurança da informação e estabelece requisitos para identificar riscos, aplicar controles e manter a proteção dos dados de forma contínua. A emissão por um organismo certificador externo dá ao contratante uma referência objetiva sobre a maturidade da operação.

Avaliação de mercado em detecção e resposta

No mesmo ano, a Huge foi classificada como Product Challenger em XDR (Extended Detection and Response) pelo ISG Provider Lens 2026, estudo da consultoria ISG (Information Services Group) que avalia provedores de tecnologia. O XDR reúne, em uma única abordagem, a detecção e a resposta a ameaças em diferentes camadas do ambiente digital.

Infraestrutura mensurável

Outro elemento de avaliação é a própria rede. Dados de setembro de 2026 do bgp.tools, plataforma que monitora o roteamento da internet, colocam a Huge em quinto lugar no Brasil em AS Cone e em quarto em Known Peers. O primeiro indicador mede quantas redes chegam à internet por meio de uma infraestrutura. O segundo contabiliza as conexões diretas com outras redes. A empresa protege mais de mil companhias e opera uma rede de mitigação de ataques com capacidade superior a 30 Tbps.

"O caminho comum é a empresa contratar a nuvem e depois sair atrás de proteção. Aqui a ordem se inverte. O servidor já sobe dentro de uma rede que mitiga ataques todos os dias", afirma Erick Nascimento, CEO e CTO da Huge Networks.

Garantias em contrato e dados sob a LGPD

A HugeCloud foi desenvolvida integralmente no Brasil, com zonas em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Porto Alegre. Os dados hospedados nas zonas nacionais permanecem no país, sob a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). O contrato prevê SLA (acordo de nível de serviço), proteção anti-DDoS incluída e suporte 24 horas por dia, sete dias por semana, prestado por engenheiros em português. A cobrança é feita em reais, com o tráfego de saída incluído nos planos.

O tema da soberania ganha peso na agenda institucional. Segundo o Gartner, governos seguirão como os principais compradores de nuvem soberana, seguidos por setores regulados e organizações de infraestrutura crítica. A consultoria projeta que os gastos globais nessa modalidade cheguem a US$ 80 bilhões em 2026, alta de 35,6% em um ano.

"Passamos mais de uma década construindo uma rede para proteger empresas de ataques. A parte mais difícil de uma nuvem, que é a infraestrutura de rede, nós já tínhamos. Faltava colocar computação em cima dela", diz Nascimento.

Critérios para a avaliação

Quem precisa avaliar a segurança de um provedor de nuvem pode partir de quatro verificações:

se há certificação de segurança da informação emitida por organismo independente;

se existem avaliações de consultorias de mercado;

em que país os dados ficam armazenados;

quais garantias de disponibilidade e atendimento estão formalizadas em contrato.

São esses os pontos que a Huge Networks apresenta como base da HugeCloud.

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