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Setor de compras deve monitorar preço de viagem corporativa após o contrato

Publicado em 30/09/2026 17:09

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Setor de compras deve monitorar preço de viagem corporativa após o contrato -  (crédito: PulseBrand)
Setor de compras deve monitorar preço de viagem corporativa após o contrato - (crédito: PulseBrand)

A negociação com a agência de viagens não encerra o trabalho do setor de compras. Um estudo da Loupit indica que, mesmo quando diferentes agências oferecem exatamente os mesmos voos e hotéis, os preços apresentados em cada cotação podem variar, o que exige acompanhamento contínuo durante a operação, e não apenas no momento da contratação.

O levantamento foi conduzido pela travel tech entre 1º de agosto e 30 de setembro de 2026, com 153 empresas, e analisou cotações de passagens aéreas e hotéis entre agências. Segundo os dados, 83% das pesquisas apresentavam o mesmo inventário e os mesmos resultados entre as agências, com diferenças apenas nos preços.

Inventário idêntico, propostas distintas

O resultado indica que encontrar as mesmas opções de voos e hotéis não significa receber propostas financeiramente equivalentes. O estudo registrou diferenças de preços de 32% entre as agências comparadas.

Para departamentos de compras e gestores de viagens, o dado reforça a necessidade de acompanhar os preços efetivamente oferecidos em cada solicitação, além das condições negociadas no contrato. A avaliação feita na contratação, isoladamente, não assegura que a empresa esteja pagando o menor valor disponível ao longo do tempo.

Fee não resume o custo

Outro achado relevante para a área de compras diz respeito ao fee, a taxa que remunera o serviço da agência. Em 39% das cotações analisadas, a agência com menor fee não apresentou o menor preço final. Utilizar essa cobrança como principal critério pode deixar em segundo plano o valor da passagem ou da hospedagem.

Para Patrick Tytgadt, CEO da Loupit e especialista em Travel Tech, a análise deve considerar o valor completo da compra.

“Quando a taxa representa uma pequena parcela da compra, concentrar toda a negociação nela é como observar a formiga enquanto o elefante passa despercebido. A formiga representa o fee; o elefante, o valor da passagem ou da hospedagem. Ambos precisam ser avaliados, com atenção proporcional ao seu impacto no gasto total”, afirma Tytgadt.

A Loupit ilustra a lógica com um exemplo. Uma passagem de R$ 1.100, com fee de R$ 10, totaliza R$ 1.110. Outra proposta, com passagem de R$ 1.000 e fee de R$ 20, custa R$ 1.020. Os valores são ilustrativos e não integram os resultados do estudo.

A comparação também exige atenção às condições da oferta, incluindo bagagem, regras de alteração e cancelamento, categoria de quarto, serviços incluídos e forma de pagamento. Sem essas características claras, duas propostas não podem ser avaliadas em pé de igualdade.

Comparação recorrente como rotina de gestão

A Loupit adota o modelo de marketplace de viagens corporativas. A empresa cliente pode escolher até três agências para atender sua operação e comparar as ofertas dentro da mesma plataforma, mantendo políticas de viagens, aprovações e informações de gestão centralizadas.

A comparação ocorre em dois níveis. No primeiro, a empresa confronta preços, disponibilidade e condições das agências habilitadas. No segundo, cada agência de viagens corporativas utiliza a mesma inteligência de busca para consultar ofertas em mais de 150 sites e fornecedores globais.

Com isso, o acompanhamento de preços deixa de depender de consultas manuais em diferentes canais e passa a acontecer a cada cotação. Segundo a Loupit, esse formato abre espaço para que compras e gestores de viagens dediquem mais atenção à análise dos gastos, à negociação com fornecedores e às oportunidades de economia, com políticas e aprovações orientando a operação.

Os resultados referem-se à amostra analisada e não devem ser interpretados como uma estimativa de todo o mercado brasileiro. Para o setor de compras, a leitura do estudo é que a vantagem obtida na contratação precisa ser verificada cotação a cotação ao longo de toda a vigência do contrato.

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