
Colocar uma loja virtual no ar e realizar as primeiras vendas representa apenas a etapa inicial de um e-commerce. A partir desse ponto, a gestão passa a depender de decisões sobre posicionamento, oferta, precificação, conversão, aquisição de clientes, processos e escala. É nessa fase que atua o Projeto Founder 30, criado pela empreendedora Beatriz Salz, fundadora do Clean Girl Club.
O acompanhamento é direcionado a mulheres que já têm um e-commerce em operação, com faturamento, e que precisam organizar os próximos passos para crescer. A proposta combina a experiência prática da fundadora com a análise individual de cada negócio acompanhado.
"Existe muito conteúdo ensinando como começar. Mas, depois que uma mulher já criou sua marca e começou a vender, surgem outros desafios. Ela precisa entender números, margem, aquisição, conversão, posicionamento e onde está o gargalo que impede o negócio de avançar. É nesse momento que eu quero estar ao lado dessas founders".
Da criadora de produto à gestora de empresa
Um dos pontos centrais defendidos por Beatriz é a mudança de papel da fundadora. Na avaliação dela, mulheres à frente de lojas virtuais devem se reconhecer como responsáveis pela construção de empresas, e não apenas como criadoras de produtos.
Na prática, isso envolve acompanhar indicadores, vendas, margem, estratégia e crescimento com o mesmo cuidado dedicado ao produto e à comunicação.
"Quero incentivar mais mulheres a se enxergarem como empresárias. Você pode amar produto, branding e criação, mas chega um momento em que precisa conhecer os números e tomar decisões de CEO. Essa mudança de mentalidade transforma a forma como você conduz o negócio".
A operação como base do acompanhamento
O Founder 30 nasce da trajetória da própria empreendedora no Clean Girl Club, e-commerce de moda básica feminina criado a partir da dificuldade de encontrar peças básicas com alta qualidade, conforto, bom caimento e versatilidade. Com inspiração internacional e foco em peças atemporais, a marca já vestiu mais de 8 mil mulheres.
"Sempre enxerguei o básico como aquilo que mais deveria ter qualidade. São justamente essas peças que usamos repetidamente, que atravessam diferentes momentos da nossa vida e que deveriam continuar bonitas e confortáveis mesmo depois de muito uso. Já viajei para mais de 50 países e morei na Europa por cinco anos. Toda essa bagagem e as referências que acumulei ao redor do mundo também influenciaram diretamente a construção criativa da marca", explica Beatriz Salz.
Um dos resultados da operação ilustra o peso da gestão da experiência. De acordo com dados internos, em período analisado pela marca, o Clean Girl Club chegou a registrar taxa zero de trocas e devoluções, desempenho que Beatriz relaciona à qualidade dos produtos e ao cuidado com toda a jornada de compra.
"Foi um resultado que nem nós esperávamos alcançar. Para mim, ele mostrou que não basta ter um bom produto. É preciso pensar em toda a experiência: como apresentamos a peça, como nos comunicamos, como a cliente compra e o que ela recebe em casa".
Crescimento estruturado como objetivo
Para quem já fatura e busca escalar o e-commerce, a orientação de Beatriz é identificar onde está o gargalo do negócio e tratar números, margem e conversão como prioridade de gestão. Ao compartilhar o que viveu na própria operação, ela pretende contribuir para que mais empreendedoras transformem as primeiras vendas em empresas capazes de crescer de forma estruturada.
"Meu objetivo não é falar sobre empreendedorismo a partir da teoria. Quero falar sobre aquilo que acontece quando você está dentro da operação: os erros, os números, as decisões difíceis, o que funcionou e o que não funcionou. É esse tipo de experiência que quero compartilhar com outras mulheres que estão construindo seus negócios".
Instagram de Beatriz Salz: @biasalz.cgc
Instagram do Clean Girl Club: @cleangirlclub.br
Site do Clean Girl Club: cleangirlclub.com.br
Site do Projeto Founder 30: foundersclubbrasil.com.br