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Clubes e agentes ganham vitrine verificada de atletas sem contrato

Publicado em 05/10/2026 15:28

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Clubes e agentes ganham vitrine verificada de atletas sem contrato -  (crédito: PulseBrand)
Clubes e agentes ganham vitrine verificada de atletas sem contrato - (crédito: PulseBrand)

Encontrar reforços entre os jogadores sem contrato exige tempo e checagem de informação. É esse trabalho que a Empregol quer simplificar para clubes e agentes com a plataforma que lança em outubro, voltada a atletas, homens e mulheres, que estão entre um vínculo e outro.

A startup foi fundada por quatro sócios, três deles com carreira no futebol. A proposta é reunir em um só lugar perfis verificados de atletas disponíveis e o contato direto com eles.

O que o contratante encontra

Cada perfil reúne posição, informações físicas, estatísticas e vídeos com os melhores momentos do jogador, e só é liberado depois que a empresa valida identidade e documentação. Agentes e clubes também passam por verificação.

O acesso funciona em dois níveis. A busca gratuita oferece filtros básicos e perfis resumidos. No plano pago, que custa de R$ 139,90 a R$ 199,90 por mês, o contratante vê o currículo completo, a situação contratual verificada do atleta, filtros avançados e o chat direto com o jogador. O primeiro mês após o lançamento é gratuito, uma janela para clubes, agentes e atletas fazerem o cadastro e conhecerem a plataforma sem custo.

“O clube paga para encontrar mais rápido e com informação checada. O atleta paga para ser visto por contratantes verificados e para ter acesso a profissionais que, sozinho, ele pagaria bem mais caro”, diz Caio Vieira, cofundador e diretor comercial da Empregol.

Por que a busca deve aumentar

A demanda por atletas formados no país tende a crescer com a regra aprovada por CBF e clubes das Séries A e B em 21 de setembro. O limite de estrangeiros por partida cai de nove, hoje, para oito em 2027 e chega a cinco em 2030. Também a partir de 2027, pelo menos 20 dos 50 inscritos de cada clube no Brasileirão terão de ter até 23 anos.

O diagnóstico por trás da medida vem de um estudo da CBF Academy: em 2026, os sub-23 ficaram com 13,8% dos minutos da Série A, e a participação de estrangeiros acima de 23 anos subiu de 7,8% para 25% dos minutos entre 2020 e 2026. Em 2026, o futebol brasileiro utilizou 172 atletas vindos do exterior, 15 a mais do que na temporada anterior, e a idade média dos jogadores da Série A chegou a 28,5 anos, ante 27,3 em 2021. Como a redução será gradual, os clubes têm quatro temporadas para ajustar a montagem dos elencos.

“Com menos estrangeiros e mais vagas obrigatórias para atletas de até 23 anos, os clubes vão precisar ampliar o radar. Tem muito jogador pronto entre um contrato e outro, e a gente quer que ele seja encontrado”, afirma Hygor Ribeiro, cofundador e CEO da Empregol e jogador profissional.

Um mercado que se renova a cada temporada

A oferta de jogadores disponíveis é grande. Pelas contas da EY, em estudo para a CBF divulgado em 2019, o país tinha cerca de 360 mil atletas registrados, dos quais aproximadamente 88 mil profissionais, e só 11,7 mil deles com contrato ativo na data de corte. Abaixo da Série A, os contratos domésticos firmados na primeira janela de 2026 duraram em média cerca de dez meses, segundo dados da ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol) e da CBF Academy, o que mantém um fluxo constante de atletas de volta ao mercado.

Para a Empregol, isso cria uma lógica parecida com a da recolocação profissional: o mesmo atleta pode voltar ao mercado várias vezes ao longo da carreira, e a plataforma quer acompanhá-lo nessas transições, inclusive depois da contratação, quando ele pode permanecer como empregado aberto a propostas.

Para clubes e agentes, o caminho proposto é buscar jogadores livres em uma base com identidade, documentos e situação contratual checados, filtrar pelo perfil desejado e iniciar a conversa pelo chat da plataforma.

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