Guia de Compras

Saber qual serviço dá mais retorno ainda desafia gestão de salões e clínicas

Publicado em 05/10/2026 16:34

PulseBrand

P
Saber qual serviço dá mais retorno ainda desafia gestão de salões e clínicas -  (crédito: PulseBrand)
Saber qual serviço dá mais retorno ainda desafia gestão de salões e clínicas - (crédito: PulseBrand)

Identificar qual serviço gera mais retorno financeiro está entre as decisões mais elementares de qualquer negócio. Em boa parte dos salões, barbearias, clínicas de estética, estúdios e spas do país, porém, essa informação não está disponível de forma organizada, o que limita a capacidade de planejamento do gestor. A Belasis, empresa especializada em soluções de gestão para o setor de beleza, aponta a profissionalização administrativa como o próximo salto de crescimento do mercado.

Por que é difícil medir resultados no setor de beleza?

Levantamento do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) mostra que cerca de 70% dos pequenos negócios do setor funcionam sem sistema de gestão estruturado. A rotina administrativa desses estabelecimentos se apoia em agenda manuscrita, controle de caixa informal e cadastro de clientes distribuído em conversas de WhatsApp.

Nesse formato, informações essenciais à tomada de decisão ficam dispersas. Saber qual serviço dá mais retorno ou qual horário está sobrando na agenda exige dados que, na maioria dos casos, não são registrados de forma sistemática. De acordo com o Sebrae, a ausência de estrutura trava o crescimento do negócio.

Como o setor de beleza se compara a outros segmentos de serviços?

A profissionalização da gestão avançou mais devagar na beleza do que em outros serviços, como restaurantes e clínicas médicas, nos quais agendamento digital e controle financeiro já se consolidaram como rotina. O contraste chama atenção diante do porte do setor. O Brasil é o quarto maior mercado global de beleza, segundo a Mintel, com faturamento anual superior a US$ 37,4 bilhões, conforme dados de 2024 da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos).

O segmento também é um empregador relevante: são mais de 1,5 milhão de profissionais formais, de acordo com a ABIHPEC, contingente que se amplia quando se consideram autônomos e informais.

Quais fatores aceleram a mudança?

Dois vetores favorecem a profissionalização. As plataformas de gestão ficaram mais simples de operar e mais baratas, o que reduz a barreira tecnológica para o pequeno empreendedor. A concorrência também se intensificou, com crescimento de 12% no número de salões registrados nos últimos três anos, segundo a Receita Federal.

“A profissionalização da gestão transcende a substituição de ferramentas analógicas por digitais. Trata-se de destravar o potencial de negócios que, embora já rentáveis, podem alcançar patamares de crescimento ainda maiores”, avalia a Belasis.

O que muda para o gestor que organiza os dados?

Segundo a Belasis, estabelecimentos que operam com agendamento online, lembrete automático e programa de fidelização já conseguem atrair e reter clientes melhor do que a concorrência. A empresa projeta que a gestão profissionalizada deixe de ser diferencial competitivo e passe a ser requisito mínimo num mercado mais disputado.

A comparação com restaurantes e clínicas médicas ajuda a dimensionar o percurso. Nesses segmentos, o agendamento digital e o controle financeiro passaram a ser tratados como parte da operação, e não como projeto à parte. No setor de beleza, a tendência indicada pela Belasis segue a mesma direção, com a gestão estruturada migrando de vantagem para padrão.

Na prática, saber qual serviço dá mais retorno depende de registrar atendimentos, agenda e movimentação de caixa de forma estruturada. É essa base de informação que permite ao gestor comparar procedimentos, ajustar a oferta e decidir com segurança onde concentrar esforços.

Tags