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Sem plano de saúde: onde a teleconsulta entra na rotina de quem depende do SUS

Publicado em 07/10/2026 18:11

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Sem plano de saúde: onde a teleconsulta entra na rotina de quem depende do SUS -  (crédito: PulseBrand)
Sem plano de saúde: onde a teleconsulta entra na rotina de quem depende do SUS - (crédito: PulseBrand)

O Distrito Federal registrou 0,3 milhão de atendimentos de telessaúde entre 2020 e 2025 e está entre as cinco unidades da federação com mais registros, segundo painel da Saúde Digital Brasil com o Datalab da Serasa Experian. No país, foram 7,98 milhões de atendimentos no período, com São Paulo na liderança, com 2,3 milhões.

Parte dessa oferta chega hoje a quem não tem plano de saúde, por meio de assinaturas mensais. A VoxCare, por exemplo, reúne, em aplicativo com atendimento 24 horas, teleconsulta médica, apoio psicológico e orientação nutricional, além de um clube de benefícios com descontos e cashback; o plano individual anunciado no site custa R$ 24,90 por mês. Segundo a ANS, os planos de assistência médica cobriam 25% da população em junho, com 53,1 milhões de beneficiários.

O que a teleconsulta resolve

A consulta pelo celular resolve a primeira camada: a dúvida, o sintoma recente, o acompanhamento e a orientação sobre para onde ir. No painel, 97% dos atendimentos foram teleconsultas e 72,96% dos casos terminaram no ambiente digital, sem encaminhamento presencial.

“Quem não tem plano costuma adiar a consulta até o problema ficar grande. A assinatura existe para encurtar esse caminho, e o médico encaminha para o atendimento presencial quando é o caso”, afirma Sonia Cardoso, CEO da VoxCare.

Onde ela termina

Telemedicina não é plano de saúde: não cobre internação, cirurgia, exames presenciais nem procedimentos. A ANS mantém cartilha alertando que cartões de desconto e pré-pagos não são planos. Pela Resolução 2.314/2022 do Conselho Federal de Medicina, o médico pode indicar consulta presencial quando achar necessário, e nas doenças crônicas a recomendação é de consulta presencial em intervalos não superiores a 180 dias.

Quem paga essa conta hoje

Planos de saúde financiaram 42% dos atendimentos do painel, e empresas, como benefício, 31%. O pagamento direto pelo paciente ficou em 1%. O assinante individual, que depende do SUS para o resto do cuidado, ainda é minoria nessa conta.

O que checar antes de assinar

Horários, especialidades, apoio psicológico, emissão de receitas e atestados com assinatura digital do médico e tratamento dos dados de saúde, que a Lei Geral de Proteção de Dados classifica como sensíveis. A Lei 14.510/2022 tornou a telessaúde permanente, mas cada serviço tem as próprias regras de cancelamento e fidelidade.

Receita, atestado e consentimento

A Resolução 2.314/2022 do CFM define a teleconsulta como a consulta médica não presencial, com médico e paciente em lugares diferentes. Receitas e atestados emitidos nela precisam de assinatura digital do médico no padrão ICP-Brasil ou em outro padrão legalmente aceito, e o paciente autoriza o atendimento por meio de consentimento livre e esclarecido. Dados e imagens precisam ser preservados com confidencialidade e privacidade.

“A teleconsulta resolve a primeira camada: a dúvida, o sintoma que começou ontem, o acompanhamento. Ela não substitui o plano de saúde, e a gente faz questão de dizer isso antes de vender”, diz Sonia.

Para quem depende do SUS, a teleconsulta por assinatura pode encurtar o caminho até a primeira orientação. Ela cumpre seu papel quando o assinante sabe onde ela termina e onde começa o atendimento presencial.

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