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Reforma tributária coloca a parametrização fiscal no centro da troca de ERP

Publicado em 08/10/2026 09:25

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Reforma tributária coloca a parametrização fiscal no centro da troca de ERP -  (crédito: PulseBrand)
Reforma tributária coloca a parametrização fiscal no centro da troca de ERP - (crédito: PulseBrand)

A reforma tributária sobre o consumo acrescentou uma camada de complexidade às empresas que trocam de sistema de gestão em 2026. Este é o ano de teste do novo modelo, com alíquotas de 0,9% de CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e 0,1% de IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) destacadas nas notas fiscais. Segundo a Agência Brasil, os softwares de gestão e de emissão de documentos fiscais precisam ser adaptados, e os sistemas passam a consultar regras tributárias em tempo real.

Para a GestãoPro, fornecedora de sistemas ERP (Enterprise Resource Planning) com sede em Manduri (SP), o cenário reforça a relevância de uma implantação conduzida no ambiente do cliente. Na consultoria da empresa, os consultores acompanham a operação durante a transição, com o objetivo de ajustar o sistema à realidade de cada negócio e evitar que falhas de configuração ou de uso comprometam os resultados esperados.

Calendário da transição tributária

O cronograma da reforma prevê que, em 2027, a CBS substitua o PIS e a Cofins. Para empresas que escolhem ou implantam um ERP neste momento, a configuração fiscal deixa de ser um ajuste posterior e passa a integrar a própria implantação, com conferência junto às equipes responsáveis pela emissão de notas e pela apuração de impostos.

Riscos recorrentes na implantação

Além do componente fiscal, a implantação de um ERP reúne quatro obstáculos recorrentes: o mapeamento insuficiente dos processos internos, a migração de dados de sistemas legados, a resistência das equipes à nova rotina e a falta de treinamento dos usuários. Quando um desses pontos falha, o sistema entra em operação, mas tende a ser utilizado de forma parcial, com controles paralelos em planilha e informações divergentes entre os setores. O Gartner, empresa global de pesquisa em tecnologia, apontou no Symposium de Barcelona, em novembro de 2025, o escopo irreal, a complexidade subestimada e a ampliação descontrolada do projeto entre as causas mais frequentes de iniciativas de ERP que não atingem o resultado esperado.

A agenda é ampla. A 36ª Pesquisa Anual do Uso de TI do FGVcia (Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da FGV EAESP), realizada com 2.672 médias e grandes empresas, identificou a implementação de novos ERPs entre os principais projetos de TI no país, ao lado de inteligência artificial e soluções analíticas. Entre os pequenos negócios, o estágio é anterior: levantamento do Sebrae sobre hábitos financeiros mostra que 30% dos empreendedores controlam as finanças em planilhas, 25% em anotações de caderno e apenas 20% usam aplicativo ou sistema digital.

Implantação conduzida no ambiente do cliente

No modelo adotado pela GestãoPro, o trabalho tem início com o levantamento das necessidades de cada setor e inclui a orientação direta dos colaboradores que utilizarão a ferramenta, em seus postos de trabalho. A orientação no posto ganha peso nas equipes fiscal e financeira, que passam a lidar com os novos campos da nota fiscal ao mesmo tempo em que se adaptam ao sistema. A metodologia está descrita na página de consultoria para implantação da empresa.

“Boa parte dos problemas de um ERP não aparece na demonstração do sistema. Aparece nas primeiras semanas de uso, quando a nota precisa sair e alguém no estoque ainda tem dúvida sobre como lançar uma entrada. Estar dentro da empresa nesse momento permite corrigir o processo antes que a equipe volte para a planilha”, afirma Edson Souza, diretor da GestãoPro.

Na avaliação da GestãoPro, a presença do consultor durante a transição contribui para que a adaptação às novas exigências fiscais ocorra de forma integrada à rotina das equipes, com menor risco de inconsistências na operação.

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