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Documentos para ser comissário de bordo: o que a seleção confere e o que o candidato precisa providenciar

Publicado em 08/10/2026 17:37

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Documentos para ser comissário de bordo: o que a seleção confere e o que o candidato precisa providenciar -  (crédito: PulseBrand)
Documentos para ser comissário de bordo: o que a seleção confere e o que o candidato precisa providenciar - (crédito: PulseBrand)

Na seleção para comissário de bordo, a primeira triagem é documental. Antes de qualquer entrevista, o candidato precisa comprovar a formação e apresentar uma lista de documentos que muda de uma companhia para outra, e parte dela vence.

No CEAB (Centro Educacional de Aviação do Brasil), escola de aviação civil com 27 anos de mercado, a formação a distância tem cerca de cinco meses de teoria online e uma imersão presencial na selva, com combate ao fogo, marinharia e sobrevivência. É dessa atividade prática que sai o certificado de treinamento prático.

O que a seleção pede da formação

As companhias deixam claro que o curso faz parte da inscrição. No processo da LATAM, os requisitos incluem curso profissionalizante de comissário de voo; no banco de talentos da Gol, curso completo. Processos seletivos recentes também têm solicitado documentos como o CCT, Certificado de Conhecimentos Teóricos, e o certificado de treinamento prático.

O que depende do candidato

A LATAM pede ter 18 anos ou mais, ensino médio completo, passaporte válido, Certificado Médico Aeronáutico (CMA) com pelo menos um ano de validade e vacina contra febre amarela. A Gol pede CMA de segunda classe válido no momento da inscrição, inglês ou espanhol em nível de conversação e passaporte válido por no mínimo seis meses; o certificado internacional de vacinação contra febre amarela pode ser entregue até o primeiro dia de treinamento.

“A escola cuida da formação. Exame médico, passaporte e idioma ficam com o aluno, e quem deixa essa lista para depois da formatura chega atrasado à primeira seleção que abrir”, diz Salmeron Cardoso, diretor e CEO do CEAB.

O que vence

Parte da lista tem prazo, e um documento vencido tira o candidato da disputa antes da primeira etapa. O CMA precisa estar válido na inscrição da Gol e ter pelo menos um ano de validade no processo da LATAM; o passaporte, no caso da Gol, precisa valer por no mínimo seis meses. Por isso, vale montar um calendário de validade antes de escolher em qual seleção se inscrever, e aproveitar os meses de curso para isso.

O que é avaliado além do papel

Superada a triagem, a formação aparece de outro jeito. Segurança, procedimentos, atendimento, trabalho em equipe, postura profissional e situações práticas da atividade são competências que a escola de aviação trabalha e que pesam nos momentos em que o candidato é observado de perto.

“O aluno a distância estuda sozinho, mas não pratica sozinho. Na imersão, ele precisa decidir em grupo, dividir tarefas e confiar em quem está do lado, que é exatamente o que uma tripulação faz”, afirma Salmeron.

Na imersão, além do combate ao fogo e da marinharia, o aluno aprende a fazer fogo e abrigo, a usar a bússola e a preparar armadilhas, com instrutores vindos do mercado aéreo. Na teoria, cursada pela internet em cerca de cinco meses, os primeiros socorros são um módulo que atravessa todo o curso.

Depois da aprovação

A pasta não encerra a formação. Quem é aprovado ainda passa pelo treinamento da própria companhia: na Emirates, que recruta tripulantes para voar a partir de Dubai, são sete semanas e meia antes de voar. Na Gol, o certificado de febre amarela pode ser entregue até o primeiro dia desse treinamento.

Em resumo, o curso entrega a formação, e o candidato cuida do resto da pasta. Quem começa a reunir os documentos ainda durante o curso chega à inscrição com a lista completa e dentro do prazo.

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