
A maior parte das empresas brasileiras que adotam IA (inteligência artificial) compra soluções prontas, sem desenvolver sistemas próprios. Segundo a pesquisa TIC Empresas 2025, do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), divulgada em junho, 80% das companhias que usam a tecnologia seguiram esse caminho. O levantamento registra ainda que o uso de IA entre empresas com dez ou mais pessoas ocupadas passou de 13% em 2024 para 17% em 2025. Nas pequenas, foi de 10% para 15%.
Entre as empresas que já usam IA, a aplicação em geração de linguagem natural, que permite a um sistema redigir respostas em texto ou voz, subiu de 20% para 30%. É a mesma família de tecnologia presente em ferramentas que conversam com clientes por escrito, como a IA de atendimento lançada pela Belasis, empresa brasileira de tecnologia de gestão para salões de beleza, barbearias, clínicas de estética, estúdios de manicure e spas.
Pontos de avaliação para o gestor
O primeiro aspecto é o grau de autonomia. Na solução da Belasis, que atende clientes e agenda horários pelo WhatsApp, o gestor define se a IA apenas tira dúvidas, se sugere horários ou se conclui agendamentos sozinha. Também pode ensinar o tom de voz do negócio e as regras específicas, determinar os horários de atuação e escolher o perfil de clientes atendidos.
O segundo é a integração com o canal. A ferramenta opera pela API Oficial da Meta, a WhatsApp Cloud API. Segundo a empresa, a conexão oficial reduz de forma expressiva o risco de bloqueio e queda do número, ao qual ficam expostas as conexões por QR Code ou por versões alternativas do WhatsApp Web. O canal permite ainda multiatendimento, com histórico centralizado, e o envio de confirmações, lembretes e campanhas de reativação dentro das diretrizes da Meta.
O terceiro é a passagem para o atendimento humano. Pedidos complexos, ou de clientes que preferem falar com uma pessoa, seguem para a caixa de entrada do sistema, onde a equipe assume a conversa. O quarto é o custo: a cobrança por recarga de créditos de uso dá previsibilidade às despesas, de acordo com a Belasis.
Linguagem natural no lugar do menu
Na operação, a IA consulta a disponibilidade em tempo real, registra agendamentos, faz remarcações e processa cancelamentos, além de informar serviços, valores, duração dos procedimentos e regras do estabelecimento. A diferença em relação aos sistemas de menu numerado é destacada pela empresa.
“A diferença está em entender o que a pessoa escreve. A cliente manda ‘tem horário pra escova amanhã depois das seis?’, e a IA lê a agenda, oferece os horários livres e confirma, sem obrigar ninguém a navegar por um menu. Estamos falando de inteligência artificial de verdade, e não de um chatbot. Como ela funciona dentro da Belasis, trabalha com a mesma grade de horários que a recepção usa no balcão”, afirma Adriel Schmitz, CTO da Belasis.
A ferramenta complementa o CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente) lançado pela Belasis em setembro e reúne agenda, relacionamento com clientes e conversas do WhatsApp em uma mesma plataforma.
Critérios para a decisão
Para escolher uma IA de atendimento em uma pequena empresa, o caso da Belasis reúne quatro critérios: controle sobre o que a ferramenta faz sozinha, estabilidade do canal, saída para o atendimento humano e previsibilidade de custo. Os dados do Cetic.br indicam que a maioria das empresas que adotam IA prefere soluções prontas, e esta foi desenvolvida para a rotina de negócios de beleza e bem-estar, com atendimento também à noite, nos fins de semana e nos feriados.