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Segurança privada regulamentada: o desafio de formar líderes, segundo Farina

Publicado em 14/10/2026 14:16

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Segurança privada regulamentada: o desafio de formar líderes, segundo Farina -  (crédito: PulseBrand)
Segurança privada regulamentada: o desafio de formar líderes, segundo Farina - (crédito: PulseBrand)

A segurança privada entrou em uma nova fase regulatória. O Estatuto da Segurança Privada, aprovado em 2024, foi regulamentado pelo Decreto nº 13.012, de junho de 2026, que incluiu a formação de profissionais entre os serviços controlados pela Polícia Federal. Na assinatura, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, estimou que o número de empresas autorizadas no setor pode passar de cerca de 7 mil para mais de 17 mil nos próximos anos, com aproximadamente 1 milhão de empregos.

Para o Capitão Roberto Farina, a expansão traz uma consequência que nem sempre entra no debate: mais empresas e mais postos exigem mais supervisores, coordenadores e gerentes preparados para comandar.

“Em segurança privada, muita gente chega à chefia porque era o melhor vigilante do posto, e ninguém ensinou a essa pessoa como liderar uma equipe, negociar ou decidir numa emergência. É essa lacuna que a gente quer fechar”, diz Farina.

Formação como resposta institucional

O Grupo NEOeX, que tem experiência na segurança de shopping centers, oferece treinamento para capacitar profissionais de segurança privada a assumir cargos de liderança e chefia. O conteúdo abrange liderança, gestão, gestão de KPIs, comunicação, negociação, análise de risco, inteligência emocional, gerenciamento de crise e tomada de decisão.

Experiência de gestão pública em crises

A abordagem vem da trajetória de Farina na Defesa Civil do Estado de São Paulo, onde atuou como porta-voz nas chuvas do litoral norte paulista, em 2023, e acompanhou a atuação paulista no apoio ao Rio Grande do Sul durante as enchentes de 2024, que afetaram cerca de 2,4 milhões de pessoas.

“Crise não pede só gestão, pede liderança. E liderar sob pressão não pode depender apenas da intuição de quem está no comando nem da memória de quem estava lá”, afirma Farina.

A experiência gaúcha virou a dissertação “O papel da informação na gestão do conhecimento em desastres naturais: o caso da Defesa Civil de São Paulo na tragédia do Rio Grande do Sul”, defendida e aprovada em 2026 no Mestrado em Administração da ESPM. A conclusão é que, sem uma forma estruturada de organizar a informação, a organização decide pior durante a crise e desperdiça o conhecimento que a tragédia gera.

“Quando a operação termina e as equipes voltam para casa, muito do que se aprendeu volta junto, na cabeça de cada um. Se ninguém registra e organiza, a próxima crise começa do zero”, diz.

Tecnologia com base industrial de defesa

O diagnóstico também levou a uma plataforma autônoma de superioridade decisória, liderada pela Teltex, empresa credenciada pelo Ministério da Defesa como EED (Empresa Estratégica de Defesa), com base científica no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), sob coordenação do Comandante Marcos dos Santos, e na UFCG (Universidade Federal de Campina Grande). A ferramenta organiza a informação em tempo real e apoia comandantes, gestores públicos e líderes de segurança.

“A plataforma nasce para que a próxima crise encontre líderes mais preparados, com a informação organizada em tempo real e o conhecimento da última operação disponível para a seguinte”, afirma.

O que muda para contratantes e profissionais

Com a regulamentação, empresas, condomínios e organizadores de eventos passam a lidar com um setor mais fiscalizado. Para Farina, a qualidade do serviço vai depender também de quem estiver no comando das equipes.

“O que aprendi na Defesa Civil só faz sentido se eu conseguir passar adiante. Formar quem vai estar no comando na próxima crise é a melhor forma de fazer isso”, explica.

Em resumo, o novo Estatuto da Segurança Privada amplia o setor, reforça a fiscalização da Polícia Federal e coloca a formação de profissionais no centro da regulação, o que torna a preparação de líderes parte da agenda das empresas. Mais informações sobre os treinamentos estão no site do Grupo NEOeX.

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