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Startup Empregol criada por jogadores aposta em assinatura de R$ 24,90 a R$ 79,90 para atletas sem contrato

Publicado em 14/10/2026 17:38

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Startup Empregol criada por jogadores aposta em assinatura de R$ 24,90 a R$ 79,90 para atletas sem contrato -  (crédito: PulseBrand)
Startup Empregol criada por jogadores aposta em assinatura de R$ 24,90 a R$ 79,90 para atletas sem contrato - (crédito: PulseBrand)

Um mercado com dezenas de milhares de profissionais e poucos contratos ativos é o ponto de partida da Empregol (empregol.co), startup fundada por jogadores e ex-jogadores de futebol que chega ao mercado em outubro. O modelo é de assinatura mensal, de R$ 24,90 a R$ 79,90 conforme o plano, voltado a atletas sem contrato ativo que querem ser encontrados por clubes e agentes.

O lançamento terá período gratuito. A plataforma atende jogadores e jogadoras e funciona em duas frentes: uma vitrine verificada, em que o atleta é visto por quem contrata, e uma rede de serviços para atravessar o período entre um vínculo e outro.

Como funciona o produto

O atleta cria um perfil com posição, dados físicos, estatísticas e vídeos com seus melhores lances. Antes de ir ao ar, o perfil passa por checagem de identidade e de documentos. Feito isso, o jogador passa a receber contato de agentes e clubes, também verificados, direto no chat da plataforma, onde conversa ainda com a equipe da Empregol.

No plano premium, o assinante pode contratar sessões com profissionais parceiros de saúde mental, jurídico, financeiro e preparação física, a preço corporativo. Um diferencial do modelo é que esse acesso continua depois que o atleta assina com um novo clube, o que estende a relação para além da recolocação.

Fundadores que vieram de campo

Três dos quatro sócios conhecem por dentro a rotina que o produto pretende atender. Léo Vieira está em atividade no Portimonense, de Portugal. Matteo Zatorre jogou no Santos. Hygor Ribeiro, CEO da empresa, jogou profissionalmente por clubes como Desportivo Brasil, América de Natal e Noroeste. O quarto sócio, Caio Vieira, é responsável pela área comercial.

A experiência pessoal orientou o desenho da empresa. “A gente sentiu na pele o que é estar sem contrato, sem clube, sem saber para onde ligar. Sentimos o silêncio depois que o telefone para de tocar”, conta Matteo. Para quem ainda joga, a urgência aparece antes do fim do vínculo. “Quando o contrato vai chegando ao fim, a cabeça já está no que vem depois. Você não sabe se vai continuar jogando nem se vai ter salário daqui a alguns meses. Por isso estar em campo, somando minutos, faz tanta diferença”, afirma Léo.

O tamanho da demanda

Os dados oficiais ajudam a dimensionar o público. Segundo o Relatório de Transferências 2026 da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), feito com a CBF Academy, os contratos domésticos assinados na primeira janela do ano por clubes da Série D duraram em média nove meses, com remuneração de R$ 44 mil anuais. Nos clubes sem divisão nacional, foram 5,6 meses e R$ 35 mil por ano, cerca de R$ 2,9 mil por mês, abaixo do rendimento médio do trabalhador brasileiro, de cerca de R$ 3,7 mil, segundo a PNAD Contínua do IBGE.

Levantamento da consultoria EY para a CBF, divulgado em 2019, contou cerca de 88 mil jogadores profissionais no país, dos quais só 11,7 mil tinham contrato ativo na data do estudo. No futebol feminino, eram 132 jogadoras com contrato ativo.

Serviço além da vitrine

A aposta em serviços parte da leitura de que o intervalo sem clube cobra em várias frentes: o atleta perde estrutura de treino, acompanhamento médico e salário ao mesmo tempo. “O período sem clube cobra da cabeça tanto quanto do corpo”, diz Matteo. A empresa afirma dar atenção especial a atletas de contextos vulneráveis, para quem a falta de renda pesa mais.

O lançamento coincide com uma janela de alta procura, com a Série D encerrada em 13 de setembro e os estaduais de 2027 ainda por começar. “Nenhum atleta deveria ficar invisível só porque está entre um contrato e outro”, afirma Léo.

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