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Recomendações sobre GLP-1 reforçam o lugar do treino de força nas academias

Publicado em 16/10/2026 10:25

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Recomendações sobre GLP-1 reforçam o lugar do treino de força nas academias -  (crédito: PulseBrand)
Recomendações sobre GLP-1 reforçam o lugar do treino de força nas academias - (crédito: PulseBrand)

O treinamento resistido aparece como componente relevante no cuidado de pessoas tratadas com medicamentos GLP-1, como semaglutida e tirzepatida. Uma revisão científica publicada em 2025 na revista Obesity Reviews discutiu estratégias para minimizar a perda muscular durante o tratamento e apontou a importância de uma abordagem integrada, que combine atenção à ingestão nutricional e à prática de exercícios.

O tema interessa diretamente ao setor fitness. A Pacto Soluções, empresa de tecnologia para gestão de negócios fitness, acompanha como essas transformações chegam à rotina das academias, que passam a receber alunos com objetivos ligados à força e à manutenção de resultados.

O que dizem as recomendações

As recomendações da American Diabetes Association para o tratamento farmacológico da obesidade reforçam a importância de acompanhar a ingestão adequada de proteínas e de incluir atividades de fortalecimento muscular no plano de cuidado, conforme as necessidades de cada pessoa.

A preocupação decorre do próprio efeito dos medicamentos. Ao atuar em mecanismos relacionados ao controle do apetite e à saciedade, as chamadas canetas emagrecedoras podem contribuir para uma redução significativa do peso corporal quando utilizadas conforme indicação médica. Essa perda pode envolver gordura e massa magra, categoria que inclui músculos e outros tecidos.

A revisão da Obesity Reviews registra, ainda, que existem lacunas de conhecimento sobre as melhores estratégias para prevenir ou reverter a perda muscular nesses pacientes, o que recomenda cautela na leitura dos resultados disponíveis.

Limites de atuação da academia

Para as academias, as recomendações não implicam assumir atribuições de médicos e nutricionistas. O exercício integra uma estratégia mais ampla de saúde, e a avaliação individual permanece sob responsabilidade de profissionais habilitados. Medicamentos não substituem os benefícios da atividade física, assim como a atividade física não deve ser apresentada como substituta de um tratamento médico indicado.

Tampouco há necessidade de programas exclusivos para usuários de medicamentos. O primeiro passo é distinguir emagrecimento, condicionamento físico e manutenção de resultados, objetivos relacionados, mas distintos.

Também é preciso considerar o perfil do público. Nem todos os usuários de GLP-1 passarão a frequentar academias, e os objetivos de treinamento variam. Nos Estados Unidos, levantamento da William Blair publicado em agosto de 2026 registrou que 72% dos usuários entrevistados se exercitam com maior frequência após iniciar o tratamento, ante 60% em 2024, resultado que não deve ser extrapolado automaticamente para o Brasil.

Força, acompanhamento e gestão

Na prática, o setor pode responder ampliando o acompanhamento da evolução do aluno, valorizando o treinamento de força e aprimorando a comunicação entre equipe e cliente. Profissionais capacitados e objetivos bem definidos são condições para uma experiência positiva.

A gestão completa esse movimento. Dados de frequência, mudanças de comportamento e indicadores de permanência, organizados com apoio da tecnologia, ajudam a academia a tomar decisões mais consistentes sobre atendimento e operação, sem substituir a avaliação individual.

A tecnologia contribui ao reunir informações operacionais e facilitar a identificação de padrões. O desafio, nesse caso, está em converter os indicadores em decisões úteis para a equipe e para a experiência do aluno.

As recomendações sobre GLP-1 colocam o treino de força no centro do cuidado de quem emagrece com medicamentos. Para as academias, isso significa oferecer estrutura e orientação profissional compatíveis com essa demanda, em diálogo com o acompanhamento médico e nutricional de cada aluno.

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