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Agentes de IA já tomam parte das decisões nas empresas. Quem responde por eles?

Publicado em 19/10/2026 09:53

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Agentes de IA já tomam parte das decisões nas empresas. Quem responde por eles? -  (crédito: PulseBrand)
Agentes de IA já tomam parte das decisões nas empresas. Quem responde por eles? - (crédito: PulseBrand)

Um agente de IA que lê contratos, consulta políticas internas e recomenda uma compra participa do processo de decisão. Um agente que acessa sistemas e atualiza registros interfere diretamente na operação. Para quem decide sobre tecnologia nas empresas, a pergunta deixou de ser se os agentes vão chegar. Agora ela é sob quais regras eles vão trabalhar.

O movimento já aparece nos dados. Na pesquisa global da McKinsey publicada em agosto de 2026, 40% dos respondentes de empresas com receita anual acima de US$ 1 bilhão disseram escalar agentes em uma ou mais funções. No ano anterior, eram 27%.

Para Alexandre Azevedo, CEO da White Cube, empresa do Grupo Think que desenvolve o White Conductor (www.whiteconductor.com.br), quanto maior a participação dos agentes, maior a exigência de rastreabilidade, supervisão e controle. O tema integrou a palestra “A Virada Biônica”, apresentada por ele na Semana Caldeira 2026.

Permissões, limites e responsabilidade humana

Segundo Azevedo, antes de colocar um agente em produção a empresa precisa definir quais permissões ele terá, até onde pode agir e quem responde pelo que ele faz.

As orientações da OWASP para aplicações com modelos de linguagem ajudam a tratar riscos como manipulação de instruções, exposição de informações e autonomia excessiva. Na prática, isso significa limitar privilégios, validar entradas e saídas, registrar as operações e exigir aprovação humana em ações críticas.

Normas de referência

Duas outras referências entram no checklist. A ISO/IEC 42001 estabelece requisitos para um sistema de gestão de IA com melhoria contínua. Já o NIST AI RMF organiza a gestão de riscos em quatro funções: governar, mapear, medir e gerenciar.

Para o executivo, essas normas ajudam a responder uma pergunta operacional: em quais condições pessoas e agentes podem trabalhar juntos, com quais dados, sob quais limites e com qual responsabilidade.

“Governança passa a fazer parte da infraestrutura da empresa biônica.”

Custo entra na conta

A decisão também envolve orçamento. Cerca de 20% dos respondentes da pesquisa de 2026 disseram que custos operacionais, incluindo tokens, limitaram o uso de IA em suas organizações. Azevedo recomenda práticas de AI FinOps, que relacionam consumo, orçamento e valor entregue, acompanhando quanto cada área usa e quanto custa cada caso de uso.

O White Conductor reúne acesso a múltiplos modelos, governança, auditoria e gestão de consumo, com painéis de uso e custos.

Como usar agentes com segurança

Para adotar agentes de IA com segurança, o gestor deve definir permissões mínimas, validar o que entra e o que sai, registrar cada operação, manter aprovação humana nas ações críticas e apoiar o processo em referências como OWASP, ISO/IEC 42001 e NIST AI RMF. Sem isso, um agente com acesso a sistemas vira um risco operacional.

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