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Para atender famílias ultra-ricas, corretor precisa entender que a compra raramente é sobre o imóvel

Publicado em 19/10/2026 15:05

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Para atender famílias ultra-ricas, corretor precisa entender que a compra raramente é sobre o imóvel -  (crédito: PulseBrand)
Para atender famílias ultra-ricas, corretor precisa entender que a compra raramente é sobre o imóvel - (crédito: PulseBrand)

Quando o cliente é uma família com patrimônio investível acima de US$ 30 milhões, a chamada família UHNW, a decisão de comprar um imóvel raramente se resume ao imóvel em si. É esse o tema que Rafael Bastos leva à Imersão Luxo Imobiliário, encontro que marca o lançamento oficial do Private Brokers Club (imersaoluxoimobiliario.com.br) em 27 e 28 de novembro, no Rosewood São Paulo.

Na sessão, Bastos se propõe a abrir a caixa-preta dessas famílias e mostrar por que, nesse grupo, a escolha depende de mais do que as características do endereço.

Os códigos desse ambiente

Atender esse público envolve também conhecer as regras não escritas dos lugares em que ele circula. Esse é o recorte de Claudia Matarazzo, que vai tratar de etiqueta, de comportamento e da percepção que separa quem é aceito de quem fica de fora nesses ambientes.

Carol Caracas leva ao encontro a combinação de marca pessoal e networking, com o objetivo de posicionar o corretor como consultor de confiança, e não como mais um vendedor. Na descrição da programação, esse posicionamento é um ativo que abre portas em rodas às quais o profissional não chegaria sozinho. Roberto Moscatelli, por sua vez, explica as branded residences, tratadas pela organização como o segmento de luxo que mais cresce no mundo, e o efeito delas sobre o valor de um endereço.

Por que o corretor precisa de pares

A proposta do clube nasce de um diagnóstico testado em eventos presenciais em Salvador e São Paulo: no alto padrão, o corretor costuma trabalhar sem rede. Mesmo atendendo clientes de grande patrimônio, disputando valores de sete dígitos e atuando em um segmento que, segundo o clube, avançou 35% em 2025 e girou R$ 52,2 bilhões, esse profissional raramente encontra pares, referências de conduta e de negócio ou portas abertas para os ambientes em que as decisões acontecem.

“O corretor de luxo não precisa de mais um evento. Precisa de um lugar onde seja reconhecido como par, e de acesso às pessoas e aos códigos que movem esse mercado. É isso que o clube entrega, e é por isso que a entrada é seletiva”, diz Eliane Ribeiro, que responde pela curadoria geral do encontro. Ela atua há mais de duas décadas entre Portugal e Brasil, é especialista em relações imobiliárias internacionais e foi premiada como Melhor Corretora Imobiliária de Luxo em Portugal.

Seleção por curadoria

São 50 vagas, abertas por candidatura e preenchidas por curadoria, e o encontro não é aberto ao público geral. A imersão vai reunir lideranças regionais de diferentes partes do país, cada uma ligada ao mercado da própria praça. Eliane lidera a comunidade com Sérgio Costa, sócio do grupo. Quem já faz parte do clube ou participou da fase de pré-lançamento tem o conteúdo garantido. Após a imersão, os escolhidos passam a integrar a rede do Private Brokers Club, com mentorias, encontros em grupo, experiências presenciais e conexão com corretores, incorporadores e investidores de todo o país.

Na visão do clube, atender clientes de alto patrimônio passa por entender o que pesa na decisão além do imóvel, dominar os códigos dos ambientes em que esses clientes circulam e ser reconhecido como consultor de confiança, e não como mais um vendedor.

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