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Reposição hormonal na menopausa exige avaliação médica e cuidados individuais

Publicado em 21/10/2026 16:04

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Reposição hormonal na menopausa exige avaliação médica e cuidados individuais
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Reposição hormonal na menopausa exige avaliação médica e cuidados individuais - (crédito: PulseBrand)

A menopausa representa uma transformação natural na vida da mulher, mas seus efeitos podem ultrapassar as alterações hormonais e comprometer o bem-estar físico e emocional. Ondas de calor, suores noturnos, dificuldades para dormir e desconfortos íntimos estão entre as manifestações mais frequentes dessa fase. Para o médico Madier Saldanha Corrêa, responsável pela clínica MC Medicina Avançada, compreender essas mudanças é fundamental para oferecer tratamentos seguros e individualizados.

"Falar sobre reposição hormonal é falar sobre qualidade de vida, mas também sobre responsabilidade médica. Essa é uma fase natural da vida, mas isso não significa que a mulher precise enfrentar sozinha sintomas que comprometem seu bem-estar", afirma o médico.

A terapia de reposição hormonal consiste na utilização de hormônios para compensar parte da redução da produção ovariana, especialmente do estrogênio. Entre seus principais benefícios estão o controle das ondas de calor e dos suores noturnos, manifestações que podem prejudicar o descanso e as atividades cotidianas. Em determinadas situações, o tratamento também pode ser considerado durante a perimenopausa, período que antecede a última menstruação.

Segundo Corrêa, a indicação deve considerar as particularidades de cada paciente, incluindo sintomas, histórico clínico e possíveis fatores de risco. "Quando avalio a possibilidade de uma terapia de reposição hormonal, meu ponto de partida é compreender a mulher que está diante de mim. A decisão não deve partir de uma receita pronta ou da experiência de outra pessoa. O que funciona para uma paciente pode não ser adequado para outra", explica.

O especialista ressalta que manifestações como cansaço, irritabilidade e dificuldade de concentração não devem ser automaticamente atribuídas à redução hormonal. Alterações do sono, condições clínicas e fatores relacionados à rotina também precisam ser investigados. Nesse contexto, a avaliação médica permite identificar outras causas e estabelecer estratégias adequadas às necessidades individuais.

A saúde íntima constitui outro aspecto importante do acompanhamento. A diminuição do estrogênio pode provocar ressecamento vaginal, ardor e dor durante as relações sexuais. Embora frequentes, essas queixas ainda são pouco discutidas por muitas mulheres. "Existem tratamentos para aliviar esses sintomas, incluindo opções locais. A escolha depende da avaliação médica, pois nem toda paciente com desconforto íntimo precisa de uma terapia que atue no organismo inteiro", esclarece.

Além do controle dos sintomas, a terapia hormonal sistêmica pode contribuir para preservar a massa óssea, reduzindo a perda de densidade mineral e o risco de fraturas durante sua utilização. Entretanto, Corrêa destaca que a proteção dos ossos também depende de hábitos saudáveis, como exercícios de força, alimentação equilibrada e acompanhamento preventivo.

A relação entre benefícios e riscos costuma ser mais favorável para mulheres saudáveis, com sintomas, abaixo dos 60 anos ou com menos de dez anos desde o início da menopausa, desde que não apresentem contraindicações. A avaliação deve considerar antecedentes pessoais e familiares, presença de útero e condições que possam interferir na segurança do tratamento.

"Histórico pessoal de determinados tumores, trombose, doença hepática ou sangramento vaginal sem causa esclarecida exige atenção e pode contraindicar a terapia sistêmica. Informar com clareza permite decidir com consciência, sem promessas e sem medo generalizado", pontua o médico.

Nas mulheres que possuem útero, o uso sistêmico de estrogênio geralmente precisa ser associado a um progestagênio para proteger o endométrio. A dose, a via de administração e a duração do tratamento devem ser definidas individualmente, com reavaliações periódicas para acompanhar os resultados e identificar possíveis efeitos adversos.

Para Corrêa, a reposição hormonal não deve ser apresentada como solução universal para o envelhecimento feminino. "Não apresento reposição hormonal como fórmula de rejuvenescimento, tratamento para emagrecer ou garantia de prevenção cardiovascular. Seu valor está na indicação correta. Quando ela não é indicada ou não é a escolha da paciente, existem alternativas para aliviar os sintomas", destaca.

Formado em Medicina pela Faculdade Héctor Alejandro Barceló, na Argentina, com diploma revalidado em 2014, Madier Saldanha Corrêa, CRM 207051, possui pós-graduações em Saúde da Família pela Universidade Federal de Santa Catarina, Endocrinologia pelo IPEMED e Nutrologia pelo Hospital Israelita Albert Einstein. À frente da MC Medicina Avançada, atua com foco em tratamentos de emagrecimento e reposição hormonal.

Para o médico, o principal objetivo é proporcionar uma experiência de cuidado fundamentada em conhecimento científico, segurança e respeito às escolhas individuais. "Acredito em um cuidado que una ciência, escuta e acompanhamento, para que cada mulher atravesse essa fase com mais conforto, informação e autonomia", conclui.

Instagram: @drmadiercorrea

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