
Em processos de compra corporativa, o cadastro de fornecedores reúne documentos que ajudam o contratante a conhecer quem está do outro lado da negociação. Preço e prazo são fáceis de comparar. A qualidade da gestão de um fornecedor, por sua vez, depende de evidências que nem sempre fazem parte desse conjunto.
A LAQI (Latin American Quality Institute) propõe que a certificação Q-ESG ocupe esse espaço. Trata-se de uma avaliação de maturidade em qualidade, ambiental, social e governança, com critérios publicados e registro verificável para as organizações aprovadas. Segundo a instituição, a referência pode integrar a documentação apresentada em cadastros de fornecedores, conforme as exigências de cada contratante.
Conferência feita pelo próprio comprador
O mecanismo de verificação é público. A empresa certificada pode inserir o link da credencial na apresentação comercial e no site, e o comprador consulta o diretório público Q-ESG para checar a emissão e a vigência do registro. A conferência, portanto, não depende apenas de declarações do fornecedor.
Os critérios da avaliação constam da Norma Geral Q-ESG. De acordo com o Relatório Anual de Validações, foram 770 candidaturas em 2024 e 2025. Desse total, 477 foram consideradas elegíveis para validação e 293 ficaram em Diagnóstico, sem certificação no ciclo. Essas organizações receberam recomendações e o direito de se reapresentar.
“O empresário precisa de argumentos para defender o valor do que entrega. A certificação deve ser usada na proposta, na apresentação da empresa e na conversa com o cliente”, afirma Daniel Maximilian Da Costa, fundador e CEO da LAQI. “Quando a oportunidade chega, a evidência precisa estar pronta.”
Clareza sobre o alcance da avaliação
Na leitura da LAQI, o valor está em reunir critérios abertos, recomendações para a gestão e uma credencial com autenticidade verificável. O conjunto oferece ao fornecedor material para explicar sua proposta de valor antes de recorrer a um desconto. A instituição destaca que o uso comercial pede que a empresa informe com clareza o alcance da avaliação.
A forma como as informações chegam a quem compra também está mudando. O Consumer Outlook 2027, da NIQ, aponta que 52,4% dos consumidores brasileiros entrevistados dizem usar IA para apoiar decisões de compra, em levantamento com 822 pessoas no país. Para Da Costa, o dado reforça a tese de legibilidade institucional, que propõe organizar informações coerentes e referências verificáveis para que pessoas e sistemas compreendam a empresa.
Programa anual e capacidade
A certificação integra uma jornada anual que combina avaliação da gestão, recomendações e acesso à comunidade empresarial LAQInoamericanos. O investimento na Série 2027 é de R$ 7.775, em até seis parcelas no boleto, com 12 meses na comunidade. A LAQI estabeleceu um teto de 10 mil certificações simultaneamente vigentes, distribuídas entre mercados de mais de 20 países e 135 segmentos, para preservar a capacidade de avaliação durante a expansão.
“Queremos que o empresário tenha mais argumentos para ser escolhido e mais conexões para desenvolver seu negócio. A reputação precisa estar presente onde a próxima oportunidade pode surgir”, afirma Da Costa.
Para o fornecedor que pretende levar a credencial a processos de cadastro, o primeiro passo indicado pela instituição é consultar a equipe da LAQI sobre o mercado e o segmento de atuação e conhecer os critérios de candidatura. A disponibilidade de capacidade e o atendimento aos requisitos técnicos são condições distintas do processo.