
Antes da vista, da metragem e da lista de clubes, o comprador de alto padrão de Brasília costuma fazer uma pergunta sobre qualquer empreendimento fora da capital: quem está por trás dele. No caso da Fazenda do Lago, às margens do Lago Corumbá IV, em Abadiânia (GO), a 109 quilômetros de Brasília, a incorporadora é o Grupo CPR.
Fundado pelo engenheiro civil Marlon Ceni, hoje CEO, o grupo atua há mais de 15 anos em incorporação imobiliária e engenharia, com sede em São Paulo e unidades em Curitiba e Goiânia. Além do desenvolvimento imobiliário, trabalha com construção, manutenção e facilities para clientes públicos e privados, engenharia para o setor de óleo e gás, projetos para governos e estruturação de capital.
A ordem da obra
A origem na engenharia aparece na forma de construir. Na Fazenda do Lago, o cronograma começa pela terraplenagem, pelas vias e pela drenagem e segue para as redes subterrâneas de energia, fibra e água, previstas nas 23 vias internas da primeira fase, com as estruturas de lazer erguidas em sincronia com essa base. Rede enterrada precisa ser executada antes de as casas subirem; depois, o custo a inviabiliza.
“A gente vem da engenharia. Em obra industrial, ninguém entrega a fachada antes da fundação, e levamos essa disciplina para o imobiliário: primeiro a infraestrutura que ninguém vê, depois o que se mostra”, afirma Ceni.
“Não dá para pedir que alguém organize a vida em volta de um clube que ainda é desenho. Por isso construímos primeiro. Quem chega aqui não precisa acreditar na gente: basta olhar em volta”, diz o executivo.
Documentos e governança
Para quem compara projetos, a documentação também ajuda a responder quem está por trás. A primeira fase, com 472 lotes em 32 quadras, está registrada no Cartório de Registro de Imóveis de Abadiânia desde agosto, o parcelamento foi aprovado por decreto municipal e tem licença de instalação, e o projeto é conduzido por uma sociedade de propósito específico própria.
Histórico e portfólio
O histórico também entra na conta. O portfólio do grupo tem escala boutique: no litoral norte paulista, o apart-hotel Granada Juquehy, já entregue, e o residencial Birigui 142, em obras; em São Paulo, townhouses na rua Rubens do Amaral, também em obras, e o Parque Bandeirantes, conjunto de casas independentes na região do Morumbi. A Fazenda do Lago é o salto de escala: 2,8 milhões de metros quadrados de cerrado, 803 lotes em sete fases e clubes previstos como marina, piscina de ondas, golfe, haras, tênis, bem-estar e hotel.
A relação com o comprador também é desenhada pela incorporadora: a entrada é por aprovação, por meio de uma curadoria, e a comunidade começa na aquisição, com eventos e atendimento de concierge.
“Incorporadora de território é operadora contínua, não é loteadora que entrega a chave e some”, resume Ceni.
Para o comprador da capital, a resposta à pergunta sobre quem está por trás da Fazenda do Lago é um grupo que vem da engenharia e escolheu mostrar a obra antes da promessa. No alto padrão, é esse histórico que costuma separar o endereço da maquete.