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Laser contra queda de cabelo liberado pela FDA tem registro na Anvisa

Publicado em 30/10/2026 11:44

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Laser contra queda de cabelo liberado pela FDA tem registro na Anvisa -  (crédito: PulseBrand)
Laser contra queda de cabelo liberado pela FDA tem registro na Anvisa - (crédito: PulseBrand)

O FoLix, primeiro e único laser fracionado para queda de cabelo liberado pela FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora dos Estados Unidos, recebeu a liberação americana em 2024 e tem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Com o registro sanitário, o equipamento está em uso em clínicas brasileiras, como a da dermatologista Stéfany Casagrandi, em Bauru (SP),Mestre em Ciências na área da Patologia, com ênfase em Tricologia, pela UNESP, onde mais de 100 pacientes foram tratados desde agosto.

Indicação e avaliação prévia

Desenvolvido pela israelense Lumenis, uma das maiores fabricantes de lasers médicos do mundo, o FoLix é um laser fracionado não ablativo indicado para homens e mulheres adultos com afinamento e queda de cabelo. A aplicação depende de consulta que identifique a causa da queda, uma vez que cada tipo de alopecia exige conduta própria.

“Antes de qualquer coisa, eu preciso entender por que aquele cabelo está caindo. A partir do diagnóstico, decido se o laser resolve sozinho ou se ele vai trabalhar junto com outras terapias”, afirma a médica.

Mecanismo de ação

O dispositivo emite feixes microscópicos de luz que criam pequenas zonas de aquecimento controlado no couro cabeludo. O estímulo ativa os mecanismos naturais de regeneração, amplia a circulação local e favorece a recuperação de folículos enfraquecidos. O procedimento não envolve cortes nem agulhas, cada sessão dura no máximo 30 minutos e o protocolo costuma prever de quatro a seis aplicações, com intervalo mensal.

O que mostram as revisões científicas

A literatura recente reforça a base técnica do método. Revisão sistemática com metanálise publicada em 2026 no Journal of Cosmetic Dermatology reuniu 15 estudos, com 1.097 pacientes com alopecia androgenética, e concluiu que o laser fracionado aumenta de forma significativa a densidade dos fios em comparação aos grupos de controle. Os efeitos adversos foram, em geral, leves e passageiros.

Uma segunda revisão sistemática, também deste ano, analisou lasers e dispositivos de energia no tratamento da alopecia androgenética e registrou taxa de melhora avaliada pelos médicos de 95,3% nos protocolos que associaram o laser fracionado a outras terapias, frente a 77,2% no uso isolado.

Aplicação na prática clínica

Na clínica de Bauru, o FoLix é empregado como monoterapia, sobretudo para pacientes que buscam uma alternativa sem medicamentos, ou como terapia adjunta, em conjunto com medicações e outros procedimentos para o couro cabeludo.

O contexto epidemiológico explica a demanda. Estudo com a população brasileira, citado em revisão dos Anais Brasileiros de Dermatologia, periódico da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), identificou alopecia de padrão feminino em 32,3% das mulheres adultas. A entidade também destacou, ao atualizar suas orientações sobre alopecia areata, que 78% dos pacientes com a doença relatam problemas relacionados à saúde mental.

“A queda de cabelo mexe com a autoestima de um jeito que muita gente não imagina. Ter uma tecnologia como essa em Bauru significa que o paciente não precisa mais ir a São Paulo ou ao exterior para ter acesso ao que existe de mais moderno”, diz.

Formação e pesquisa

A Dra. Stéfany Casagrandi (CRM-SP 204936, RQE nº 99232) é formada em Medicina pela UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro), fez residência em Dermatologia no Instituto Lauro de Souza Lima e é Mestre em Ciências na área da Patologia, com ênfase em Tricologia, pela UNESP, onde cursa o doutorado. Speaker da Lumenis, conduz a primeira pesquisa científica do Brasil sobre o FoLix e apresentará estudo sobre tratamentos para a alopecia no 4º Congresso Mundial de Tricoscopia, no Rio de Janeiro, entre 29 de outubro e 1º de novembro.

“A pesquisa é uma forma de levar para a ciência aquilo que a gente vê no consultório. Quero que o Brasil tenha dados próprios sobre essa tecnologia”, afirma.

Em síntese, o FoLix reúne a liberação da FDA, concedida em 2024, e o registro na Anvisa, o que permite seu uso no país mediante indicação e acompanhamento médico.

Serviço: Clínica Dra. Stéfany Casagrandi

Avenida Getúlio Vargas, 12-80, Bauru (SP)

Agendamentos: (14) 99156-5335

Instagram: @drastefanycasagrandi e @stecasagrandidermatologia

Responsável técnica: Dra. Stéfany Casagrandi, CRM-SP 204936, RQE nº 99232

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