
O sorteio do amigo secreto da confraternização de fim de ano costuma colocar uma decisão delicada sobre a mesa: escolher um item de uso pessoal para alguém com quem a convivência se resume a reuniões, mensagens e conversas de corredor. O perfume aparece como opção recorrente, porque é útil e tem cara de presente. O risco está na escolha da fragrância, que depende de gosto.
Quando não se conhece a preferência do colega, o critério mais seguro é o momento que todos compartilham. O encerramento de um ano de trabalho, uma meta alcançada pela equipe ou o agradecimento pela parceria são histórias que servem a quase todo mundo. A decisão passa, então, por três filtros: observar o que a pessoa já usa, preferir fragrâncias mais leves e versáteis e testar com calma antes de fechar a compra.
Na Mahogany, empresa brasileira de perfumaria e cosméticos fundada em 1991 e para a qual as fragrâncias representam mais da metade do negócio, a recomendação é começar pela história da pessoa e/ou do momento, e não pelo produto. “Todo cheiro tem uma voz e conta uma história, seja de conquista, de recomeço ou de carinho. Na hora de presentear, a pergunta que mais ajuda não é técnica. É qual história você quer contar e que momento a pessoa que vai ganhar está vivendo”, avalia Mariella Camargo, gerente de Marketing e Trade Marketing da Mahogany.
Um critério para cada contexto
Como a marca distribui o portfólio e a exposição das lojas em quatro plataformas conceituais, a decisão pode partir desse enquadramento. Para o colega que fechou o ano com uma promoção ou um projeto relevante, o recomendado é Status, que reúne produtos que celebram marcos profissionais e fragrâncias que despertam a confiança. Para um gesto de agradecimento, o ideal é Afeto, de notas aconchegantes e delicadas.
Autenticidade, associada a serenidade e bem-estar, funciona para quem valoriza equilíbrio na rotina. Sedução, com perfumes intensos e envolventes, pede mais conhecimento sobre o presenteado e tende a ficar de fora do amigo secreto corporativo. A regra geral é que, quanto menor a intimidade, maior o peso do momento e menor o espaço para fragrâncias de presença muito marcante.
O que o escritório revela
A convivência profissional também oferece sinais. O perfume do colega costuma ser percebido em reuniões e no elevador, e um elogio casual pode render o nome do frasco. Com essa informação, basta pedir na loja opções na mesma direção, ou seja, com o mesmo caminho olfativo. Sem ela, o meio-termo continua sendo a escolha mais indicada.
Teste e logística de fim de ano
Mesmo com o prazo apertado de dezembro, vale a pena fazer um teste na loja, sem borrifar no ar. “A mesma fragrância pode se comportar de um jeito diferente em cada pele. Por isso recomendamos aplicar no pulso, esperar alguns minutos e só então decidir: o que fica depois desse tempo é o que vai acompanhar a pessoa ao longo do dia. Na pele hidratada, a fragrância costuma durar mais”, orienta Kátia Nunes, gerente de Desenvolvimento de Produtos e Inovação da Mahogany. Como o presente vai para a pele do colega, e não para a de quem compra, a melhor referência é a fita olfativa, avaliada não só no primeiro momento, mas também depois de alguns minutos.
Quando a dúvida persiste, o kit reduz o risco. Hidratantes, sabonetes líquidos, óleos corporais e produtos para cabelo e barba da mesma linha tornam o presente útil no dia a dia, ainda que a fragrância não seja exatamente a preferida do colega. Por isso, a coleção de kits de Natal da marca saiu com antecedência neste ano.
Para agendas cheias, a compra pode começar no site, que atende o país inteiro, e terminar com a retirada numa das lojas da rede, em sua maioria operadas por franqueados no modelo de franquia da Mahogany. Outra via são as consultoras da marca, que, a partir das lojas, atendem clientes nos bairros e em cidades vizinhas.
No amigo secreto, o perfume adequado é o que respeita a distância entre colegas e, ainda assim, mostra que houve atenção na escolha.