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Gestores públicos usam normas da Sabesp como referência em compras de saneamento

Publicado em 04/11/2026 17:28

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Gestores públicos usam normas da Sabesp como referência em compras de saneamento -  (crédito: PulseBrand)
Gestores públicos usam normas da Sabesp como referência em compras de saneamento - (crédito: PulseBrand)

O ciclo de contratações aberto pela Lei 14.026/2020, o Marco Legal do Saneamento, consolidou um parâmetro técnico comum entre concessionárias, construtoras e gestores públicos na avaliação de tubos e conexões: as NTS (Normas Técnicas Sabesp). Desenvolvidas pela companhia paulista para as próprias redes, essas normas são replicadas em processos de compra de outros contratantes em razão do papel da Sabesp como referência técnica no setor.

Entre os fabricantes que atendem a esse padrão está a Asperbras, com sede em Penápolis (SP) e mais de 40 anos de mercado, que opera com a certificação Sabesp incorporada ao processo produtivo.

O que as normas exigem

As NTS estabelecem requisitos de material, dimensões, desempenho e ensaios para tubos, conexões e componentes. Nas licitações da Sabesp, funcionam como filtro de entrada: o produto que não comprova conformidade é excluído, independentemente de preço ou marca. A Asperbras atende a três delas: a NTS 0048, para tubos de polietileno PE 80 e PE 100 destinados a ramais prediais de água de 20 mm e 32 mm de diâmetro externo, a NTS 0194, para tubos de polietileno em redes de distribuição de água, e a NTS 0187, complementar às normas de tubos de PVC.

O atendimento a esse conjunto pressupõe ensaios e controles da matéria-prima ao item acabado, com rastreabilidade em cada etapa do processo produtivo.

Critério técnico e uso eficiente do recurso

Para o contratante, a certificação reduz o risco da contratação, já que o produto foi previamente validado segundo os critérios da companhia de referência. O ponto é relevante porque, em infraestrutura enterrada, o preço de aquisição representa apenas parte do custo. Vazamentos, infiltrações e substituições antecipadas implicam despesas de reparo, interrupção do serviço e perda de eficiência, que tendem a superar a economia obtida pelo menor preço unitário. A avaliação pelo custo ao longo da vida útil do ativo é, por isso, a mais adequada.

A mesma lógica orienta a adoção do PEAD (polietileno de alta densidade) nas redes de água e esgoto, material associado a menor risco de vazamento e de infiltração e a maior durabilidade em razão da flexibilidade, da resistência química e da estanqueidade nas uniões. Esses atributos, contudo, dependem de desempenho comprovado em norma.

Pressão por escala

A meta legal de garantir água potável a 99% da população e coleta e tratamento de esgoto a 90% até 2033 exige a instalação de milhares de quilômetros de redes em prazo curto. A desestatização da Sabesp, concluída em 2024, acrescentou o compromisso de antecipar a universalização na área de atuação da companhia, e leilões de concessão em outros estados seguem a mesma direção. Para a cadeia de fornecedores, o desafio é combinar escala produtiva e conformidade técnica, o que distingue o fornecedor qualificado do fornecedor eventual.

Capacidade para o ciclo de obras

O portfólio da Asperbras para saneamento e esgoto reúne PE de esgoto e PVC coletor (tubos e conexões), além de conexões e ramais prediais em PEAD, conjunto que abrange da rede pública à ligação de cada imóvel. A empresa concluiu uma ampliação de R$ 50 milhões em sua capacidade produtiva voltada às obras do Marco do Saneamento e integra o ranking Valor 1000.

Para quem elabora editais ou decide aquisições, a exigência de conformidade às NTS é um meio objetivo de assegurar a qualidade dos materiais e a durabilidade das redes. A certificação Sabesp atesta essa qualidade e já funciona, na prática, como a referência adotada pelo setor.

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